Nos últimos dias, vídeos do chamado “culto das torcidas” viralizaram nas redes sociais. Jovens entram no templo com camisas dos seus times de futebol favoritos – Flamengo, Corinthians, Vasco e outros – despertando curiosidade, aplausos e também críticas. A iniciativa foi promovida pelo Ministério Inove, ligado à Igreja de Irajá, no Rio de Janeiro, e também pela Igreja Nova Vida, em Vila Velha (ES).
O propósito é simples: levantar o público jovem usando algo que já os une — o futebol. A ideia de uma “noite das torcidas” também foi adotada no Estado do Rio, por exemplo, pelo Ministério Apascentar, com participação de figuras como o cantor Adriano Gospel Funk, que destacou:
“A ideia é atrair pessoas, mas pregar sobre um Deus que nunca perdeu uma batalha”.
Isso mostra que a intenção não é banalizar a fé, mas falar uma linguagem que prompta identificação imediata. Para muitos, é uma abordagem inovadora, que quer unir paixão esportiva e espiritualidade.
Mas nem toda repercussão foi positiva. Representantes de alas mais conservadoras da Assembleia de Deus criticaram a Igreja de Irajá por supostamente trivializar a liturgia ao misturar futebol e culto . Nos perfis dessas igrejas, algumas postagens tiveram os comentários limitados, numa tentativa de evitar ataques e polarização.
O Ministério Inove defendeu o evento ressaltando que:
“Sabemos que nossa verdadeira torcida é para o time do Senhor Jesus!… Deus nos chama para compreender que devemos nos posicionar no mundo espiritual!”.



