Com a aproximação das eleições de 2026 e duas cadeiras em disputa para o Senado por São Paulo, os bastidores da política já fervilham — especialmente entre os evangélicos. O nome do deputado federal Pastor Marco Feliciano (PL-SP) tem ganhado fôlego entre lideranças religiosas e alas conservadoras que buscam um candidato com apelo direto à base cristã.
Uma pesquisa estimulada do Instituto Paraná Pesquisas, divulgada em fevereiro de 2025, mostra Feliciano com 8,9% das intenções de voto. Embora atrás de nomes como Eduardo Bolsonaro (33,1%), Guilherme Derrite (17,6%), Raí (15,2%) e Ricardo Salles (10,5%), o pastor aparece tecnicamente empatado com outros nomes de peso como Luiz Marinho (8,6%) e Mara Gabrilli (7,7%) — dentro da margem de erro de 2,5 pontos percentuais.
Com Eduardo Bolsonaro residindo nos Estados Unidos e sem confirmação sobre sua participação na disputa, e Ricardo Salles já fora do PL, o partido se vê diante de uma lacuna no seu projeto senatorial em São Paulo. Guilherme Derrite, atual secretário estadual de Segurança Pública, também deixou a legenda para se filiar ao PP, abrindo ainda mais espaço para novas lideranças.
Nesse novo cenário, Marco Feliciano desponta como uma alternativa viável. Ele é pastor há mais de duas décadas, possui forte presença nas redes sociais e mantém apoio sólido dentro das Assembleias de Deus e outras denominações evangélicas. Sua atuação consistente em pautas morais e conservadoras o transformou em figura popular entre eleitores que valorizam princípios religiosos na política.
Nos bastidores, há movimentação. Lideranças como Silas Malafaia e José Wellington Bezerra da Costa já teriam sinalizado apoio à eventual candidatura. Isso poderia garantir a Feliciano acesso a púlpitos de grande alcance e reforçar sua estrutura de campanha em eventos religiosos, marchas e congressos cristãos.
No entanto, nem tudo são flores. Parte do PL ainda reluta em abraçar Feliciano de forma definitiva. Há quem defenda um nome mais técnico, ligado à gestão Tarcísio de Freitas, ou mais enfático na pauta da segurança pública, tema caro ao eleitor paulista.
Apesar dos desafios, o terreno está mais fértil do que nunca para que Feliciano avance. Ele já flerta com o eleitorado conservador há anos e tem experiência de sobra no Congresso. Se consolidar alianças dentro e fora da bancada evangélica, pode transformar sua pré-candidatura em uma das surpresas das eleições de 2026.
A decisão final do PL deve sair no segundo semestre de 2025. Até lá, Marco Feliciano segue em articulação intensa nos bastidores — com púlpito, microfone e celular na mão.



