Silas Malafaia rebate PF com ironia após não ser encontrado para depor: “Desde quando se intima por telefone?”

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Imagem Reprodução: Redes Sociais

O pastor Silas Malafaia, um dos líderes mais influentes do meio evangélico brasileiro e aliado de longa data do ex-presidente Jair Bolsonaro, reagiu com veemência à notícia de que a Polícia Federal não conseguiu localizá-lo para prestar depoimento sobre os atos políticos do 7 de Setembro de 2022.

Em tom de ironia, Malafaia classificou como “piada” a justificativa apresentada pela PF no relatório do inquérito. “Moro no mesmo endereço desde 2008. Já recebi todo tipo de intimação, inclusive da própria Polícia Federal. Agora vêm dizer que não me acharam? Desde quando se faz intimação por telefone?”, disparou o pastor.

Segundo o relatório, o delegado Manoel Vieira da Paz Filho determinou o depoimento de Malafaia para o dia 11 de março deste ano. A escrivã responsável pela diligência teria tentado contato por todos os números disponíveis nos registros oficiais, sem sucesso. Nenhuma ligação teria sido atendida.

A ausência do depoimento chama atenção por um motivo central: Malafaia admitiu que foi ele quem bancou o trio elétrico utilizado por Bolsonaro na manifestação em Copacabana, no Rio de Janeiro. O valor da nota fiscal apresentada foi de R$ 34,7 mil. “Foi tudo legal. Tenho a nota. Já o trio de Brasília, não tenho relação nenhuma”, afirmou o pastor, afastando qualquer envolvimento com possível uso de verba pública.

O caso faz parte de uma apuração mais ampla da Polícia Federal e do Supremo Tribunal Federal, que investiga se recursos públicos foram utilizados para financiar manifestações de apoio a Bolsonaro durante o feriado da Independência de 2022. A suspeita central gira em torno de peculato e falsidade ideológica, crimes que, se confirmados, podem trazer consequências penais sérias para os envolvidos.

Na esfera eleitoral, o TSE já condenou Bolsonaro à inelegibilidade e impôs multa de R$ 425 mil. O general Braga Netto, vice na chapa, também foi punido e está fora das próximas disputas.

Para Malafaia, tudo não passa de um “enredo político”. Ele questiona a narrativa de que não foi encontrado e sugere que há tentativa de manipulação midiática e judicial. “Sempre estive à disposição. Isso não passa de narrativa mal construída”, afirmou.

O pastor também denunciou o que chama de “perseguição sistemática” contra Bolsonaro e seus aliados. Segundo ele, o inquérito visa “desmoralizar” a base conservadora e cristã que apoiou o ex-presidente.

Enquanto a PF e o STF ainda não se pronunciaram oficialmente sobre as críticas de Malafaia, o pastor segue utilizando suas redes sociais para rebater as acusações e reafirmar sua disposição para depor, “desde que com isenção e responsabilidade”.

O episódio reacende o debate sobre o uso político de investigações e o papel da fé nas disputas institucionais. No xadrez eleitoral de 2026, figuras como Malafaia permanecem como peças-chave — não apenas no púlpito, mas também no tabuleiro da política nacional.

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