Silas Malafaia volta a disparar contra Alexandre de Moraes e acusa parte da direita de “vender a alma”

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Imagem Reprodução: Redes Sociais

O pastor Silas Malafaia, conhecido por seu tom inflamado e forte alinhamento com a ala mais radical da direita brasileira, voltou a provocar ruído no cenário político neste domingo (29), durante um ato público na Avenida Paulista, em São Paulo. Ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro, Malafaia não mediu palavras: chamou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de “ditador” e disparou contra parte da direita, que classificou como “prostituta e vagabunda”.

A manifestação, convocada por aliados de Bolsonaro, reuniu milhares de apoiadores e contou com a presença de quatro governadores, sete senadores e dezenas de parlamentares. O evento teve clima de comício eleitoral antecipado, com recados claros para a eleição de 2026 e foco nas críticas à atuação do STF e do Congresso.

No palco montado na icônica avenida, Malafaia acusou Moraes de manipular juridicamente os desdobramentos da delação do ex-ajudante de ordens Mauro Cid — peça central nas investigações sobre tentativa de golpe. Segundo o pastor, o ministro estaria tentando evitar o colapso da acusação conduzida pela PGR. “Se ele prender o Cid, a delação cai. Ele sabe disso”, disse.

Não bastasse o embate com o Judiciário, Malafaia também voltou suas críticas ao Legislativo. Para ele, o Senado tem poder para abrir processos contra ministros do STF, mas falha por conivência ou interesse. “Grande parte da direita brasileira é vendilhona, se vende por migalhas”, vociferou, em tom que dividiu opiniões até entre seus apoiadores.

A fala de Malafaia ecoa entre os setores mais polarizados da política nacional. Enquanto alguns o aplaudem como defensor da liberdade de expressão e combatente do que consideram abusos do Judiciário, outros o acusam de insuflar a tensão institucional e de minar a credibilidade das instituições democráticas.

O ex-presidente Bolsonaro, por sua vez, manteve um discurso mais comedido, mas reforçou seu compromisso com os “valores conservadores” e fez acenos diretos ao eleitorado evangélico. Sua participação na manifestação segue o padrão de outros seis atos semelhantes desde que deixou a presidência, consolidando-se como figura central de um movimento de oposição barulhento e resiliente.

A presença de governadores como Tarcísio de Freitas (SP), Romeu Zema (MG) e Jorginho Mello (SC) reforça a importância política do ato. A ausência de críticas diretas desses nomes às falas de Malafaia, no entanto, também levanta questionamentos sobre os rumos da direita em um Brasil cada vez mais dividido — inclusive entre seus próprios líderes.

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