Com fé e dedicação, aposentada copia a Bíblia duas vezes à mão e transforma sua história em inspiração coletiva

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Imagem Canva Pro

Eliana Selmer, uma aposentada de 65 anos da cidade de Castro, no Paraná, transformou o que seria uma simples prática devocional em um poderoso testemunho de fé que já impactou centenas de pessoas. Entre 2006 e 2024, ela escreveu a Bíblia inteira à mão — duas vezes — e presenteou seus dois filhos com os manuscritos.

O que começou como um hábito silencioso e pessoal, virou um movimento de fé dentro da Igreja Adventista Central de Castro. Em 2024, a história de Eliana chegou até o novo pastor da igreja, que decidiu transformar a inspiração individual em um projeto coletivo: 145 fiéis se reuniram para também copiar as Escrituras manualmente. O desafio foi concluído em novembro do mesmo ano, unindo gerações em torno da Palavra de Deus.

Eliana iniciou sua primeira cópia em 2006, ainda trabalhando como enfermeira. Entre plantões e tarefas domésticas, ela dedicava-se diariamente a escrever os versículos em cadernos e folhas cuidadosamente encadernadas. Foram cinco anos até completar a primeira Bíblia, presenteada a um dos filhos. O segundo manuscrito, iniciado em 2020, foi motivado por um convite do filho para compartilhar seu testemunho em um encontro espiritual. A missão foi concluída este ano.

Cada uma das Bíblias manuscritas carrega detalhes únicos: o nome “Jesus” foi escrito em vermelho em uma e em verde na outra, enquanto o nome de Deus e suas falas foram sempre grafados em dourado. Mais que uma prática religiosa, Eliana descreve a experiência como viva e transformadora. “Mesmo tendo escrito duas vezes, sempre descubro algo novo. É como buscar um tesouro”, contou ao G1 Paraná.

O projeto coletivo iniciado em sua igreja mobilizou membros de todas as idades, inclusive jovens que, inspirados pela dedicação de Eliana, viram no ato de escrever um novo jeito de se conectar com a Palavra. Para muitos, foi a primeira vez que tiveram um contato tão profundo com as Escrituras.

A repercussão do gesto simples de Eliana surpreendeu até a própria autora. “Eu não esperava tudo isso. Era uma iniciativa íntima, minha. Mas Deus usou para alcançar outras pessoas”, afirmou.

Em tempos de correria, excesso de tecnologia e pouca contemplação, a história de Eliana é um convite ao resgate da espiritualidade com calma, intenção e reverência. É também uma lembrança de que grandes transformações podem nascer de gestos silenciosos, perseverantes — e escritos à mão.

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