Silas Malafaia acusa Lula de “traição à pátria” e convoca protesto contra acordos com a China

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Imagem Reprodução: Redes Sociais

O pastor Silas Malafaia voltou a ocupar os holofotes da política nacional com críticas contundentes ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em um vídeo amplamente divulgado nas redes sociais, o líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC) chamou Lula de “traidor da pátria” e acusou o petista de “vender o Brasil ao comunismo chinês”, numa escalada de retórica que reforça a crescente polarização entre setores evangélicos conservadores e o atual governo.

Segundo Malafaia, a assinatura de mais de 30 acordos comerciais com a China nos últimos meses representa um “alerta vermelho” para os brasileiros, especialmente os cristãos. Ele destaca o histórico de perseguição religiosa no país asiático, onde, de acordo com a organização cristã Portas Abertas, menores de 18 anos são proibidos de frequentar igrejas, e o controle do Partido Comunista Chinês sobre templos registrados é rigoroso. “Você está dando a nossa riqueza para uma nação que persegue cristãos!”, bradou o pastor.

Mas não parou por aí. Malafaia também questionou a defesa de Lula por um sistema de comércio internacional que busque alternativas ao dólar, a moeda de referência global. Para ele, ao tentar reduzir a dependência do dólar, o presidente estaria enfraquecendo a soberania econômica do Brasil e se colocando como “garoto-propaganda” da China comunista.

“Você vai vender produto para a China e receber o quê? Iuan? Vai comprar o quê com isso no mundo?”, provocou o pastor, em tom inflamado. O líder religioso também criticou a aproximação diplomática de Lula com o Irã, país acusado de violações graves dos direitos humanos, especialmente contra mulheres e cristãos convertidos.

Por fim, Malafaia resgatou uma fala polêmica de Lula sobre a família tradicional, acusando o presidente de querer desconstruir os valores cristãos: “Vocês usam da democracia, mas não têm nada de democratas”, afirmou, convocando fiéis e conservadores para uma manifestação no dia 3 de agosto.

O embate entre Malafaia e Lula escancara a tensão entre a crescente influência política do segmento evangélico e as diretrizes diplomáticas e ideológicas do governo petista. Em meio a uma disputa narrativa intensa, o campo religioso parece decidido a ocupar, cada vez mais, o centro do debate público e político no Brasil.

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