Em meio a críticas e comentários nas redes sociais, a pastora Adriana Pereira, conhecida por acompanhar espiritualmente a cantora Ludmilla, decidiu quebrar o silêncio e se posicionar publicamente. O motivo da polêmica? Ludmilla é integrante da comunidade LGBTQIAPN+, e, para alguns setores mais conservadores, essa relação pastoral não deveria existir.
Em um vídeo divulgado nas redes, Adriana foi direta: não escolhe quem vai pastorear com base em orientação sexual, religião ou passado. “Sou pastora de todos aqueles que Deus colocar na minha vida”, afirmou, citando não apenas Ludmilla, mas também sua esposa, Brunna, e outros fiéis de diferentes origens.
A líder religiosa frisou que seu chamado é amar, cuidar e apresentar Jesus, nunca julgar. Para ela, a missão pastoral é um reflexo do próprio Cristo, que veio para todos. “Se Ele deu a vida por mim e por você, quem sou eu para não abraçar a todos?”, questionou.
O discurso vai na contramão da postura de muitos líderes evangélicos que estabelecem barreiras explícitas para pessoas LGBTQIAPN+ dentro das igrejas. Adriana deixou claro que rejeita essa visão: “O mal de muitas pessoas é querer julgar sem ser convidado. O Senhor nos chamou para amar e apresentá-Lo todos os dias”.
A fala repercutiu entre apoiadores e críticos. Para uns, trata-se de um exemplo raro de acolhimento genuíno no meio religioso. Para outros, é um desvio da doutrina tradicional. O fato é que, no atual cenário brasileiro, em que fé e preconceito muitas vezes caminham juntos, o posicionamento de Adriana Pereira reacende o debate sobre qual é, de fato, o papel de um pastor: excluir ou incluir?



