Silas Malafaia acusa Alexandre de Moraes de perseguição religiosa após apreensão de bens

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Imagem Reprodução: Redes Sociais

O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), voltou a protagonizar uma forte polêmica após a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a apreensão de seu passaporte, celular e cadernos de sermões. Para Malafaia, a medida extrapola os limites legais e representa uma tentativa de perseguição política e religiosa.

Em vídeo divulgado nesta semana, o pastor disse que a retenção de seus documentos o impede de viajar para cumprir compromissos ministeriais no exterior. “Isso é uma interferência direta no exercício da minha atividade religiosa”, declarou. Malafaia ressaltou ainda que seus cadernos de sermões são instrumentos de trabalho e que a apreensão fere a liberdade de culto garantida pela Constituição.

Além da questão religiosa, o líder evangélico criticou o que considera uma estratégia para silenciar opositores. Ele lembrou que, nos últimos anos, publicou dezenas de vídeos atacando decisões de Moraes e, mesmo assim, nunca foi processado por calúnia ou difamação. “Se ele não me processou, é porque eu sempre me baseei na lei”, afirmou.

Sobre os áudios vazados de conversas com Jair Bolsonaro, Malafaia atribuiu a responsabilidade à Polícia Federal, acusando o órgão de usar a imprensa para desviar a atenção da medida judicial que considera abusiva. “Isso é jogo político, para me desmoralizar diante da opinião pública e do povo evangélico”, disse.

A retenção do passaporte, segundo ele, carece de fundamento. Malafaia destacou que estava retornando de Portugal, e não tentando deixar o país, e questionou a ausência de provas sobre um suposto risco de fuga.

No desfecho de sua fala, o pastor reforçou que não se deixará intimidar: “Essa é a maneira de Moraes tentar calar seus opositores. Só que ele escolheu a pessoa errada, porque eu não tenho medo e não vou me calar”.

O episódio reacende o debate sobre os limites entre a atuação judicial e a liberdade religiosa e de expressão, especialmente em um momento de crescente tensão entre setores do Judiciário e líderes evangélicos.

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