Na noite desta terça-feira (2/9), apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) organizaram uma vigília em frente ao condomínio onde ele cumpre prisão domiciliar, em Brasília. A mobilização ocorreu logo após o primeiro dia de julgamento da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que analisa a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre uma suposta trama golpista envolvendo o ex-mandatário e outros sete aliados.
Os manifestantes chegaram ao local por volta das 20h e permaneceram reunidos em clima de apoio e oração. A presença de parlamentares deu maior visibilidade ao ato: participaram os deputados federais Zé Trovão (PL-SC), Gustavo Gayer (PL-GO), André Fernandes (PL-CE) e Gilvan da Federal (PL-SC).
A cena repetiu o gesto da véspera, segunda-feira (1º/9), quando apoiadores já haviam se concentrado no mesmo endereço. Na ocasião, os filhos de Bolsonaro — os vereadores Carlos Bolsonaro (PL-RJ) e Jair Renan Bolsonaro (PL-SC) — visitaram o pai, reforçando o tom de solidariedade familiar.
O julgamento em andamento no STF deve definir se os réus irão a júri por participação em supostos atos para reverter o resultado das eleições de 2022. A acusação envolve tentativa de golpe de Estado e interferência em processos judiciais.
Enquanto a Suprema Corte avança no processo, a mobilização de apoiadores reforça a estratégia de demonstrar que Bolsonaro mantém uma base fiel, mesmo diante das acusações. A vigília, marcada por orações, cânticos e palavras de incentivo, buscou transmitir a imagem de resistência diante do que classificam como perseguição política.
O caso segue sob intensa atenção da opinião pública, com desdobramentos jurídicos e políticos que podem redefinir o futuro de Bolsonaro e de seus principais aliados.



