Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (8) pela Genial/Quaest escancara uma tendência que há anos se desenha no Brasil: a população confia mais em instituições religiosas e de força do que nos próprios Três Poderes da República e nos partidos políticos.
Segundo o levantamento, a Igreja Católica ocupa o topo da lista de credibilidade: 73% dos brasileiros afirmaram confiar na instituição, contra 25% que declararam não confiar. Apenas 2% não souberam responder.
Logo em seguida, aparecem a Polícia Militar, com 71% de confiança, e as Forças Armadas (Exército, Aeronáutica e Marinha), com 70%. Já as igrejas evangélicas registraram 65% de confiança e 32% de desconfiança, consolidando-se entre as instituições mais respeitadas no país.
Na outra ponta da tabela, o cenário é bem diferente. Os partidos políticos são os que mais sofrem com a rejeição popular, assim como as redes sociais e até os juízes de futebol. O Congresso Nacional registra apenas 45% de confiança, enquanto 52% afirmam não confiar em deputados e senadores. O Supremo Tribunal Federal (STF) divide opiniões: 50% dizem confiar no tribunal, contra 47% que não confiam.
O levantamento ouviu 12.150 pessoas em todo o país entre os dias 13 e 17 de agosto. A margem de erro é de 2 pontos percentuais e o nível de confiabilidade é de 95%.
Esse resultado reforça um ponto de debate recorrente: a erosão da credibilidade política no Brasil. Enquanto a fé e as instituições militares seguem como pilares de confiança para grande parte da população, a classe política enfrenta uma crise de legitimidade que parece se aprofundar a cada pesquisa.
A questão que fica é: até quando a confiança da sociedade permanecerá concentrada em instituições religiosas e de força, deixando em segundo plano os pilares democráticos do país?



