Deputado cita amigo de André Valadão em investigação da “Farra do INSS” e questiona financiamento de evento da Lagoinha

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Imagem Reprodução Youtube

Durante uma sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) fez declarações que colocaram a Igreja Batista da Lagoinha Alphaville e o pastor André Valadão no centro de uma polêmica. Segundo o parlamentar, um empresário investigado pela Polícia Federal e identificado como “amigo do pastor André Valadão” teria custeado o Réveillon “Vira Brasil 2024”, realizado no Allianz Parque, em São Paulo.

“Amigo do pastor André Valadão, Gomes, pagou o réveillon promovido pela instituição religiosa que lotou o estádio do Palmeiras em 2024. Quanto custou isso? Quantos milhões custaram isso?”, questionou o deputado durante a sessão.

O parlamentar também citou que o mesmo empresário teria doado R$ 200 mil a um pastor da Lagoinha Alphaville, possivelmente referindo-se a André Fernandes, que liderava a unidade até o início de 2025, quando deixou o ministério para fundar sua própria igreja.

Além disso, Pimenta mencionou outro nome: Américo Monte, apontado por ele como envolvido em movimentações financeiras de até R$ 500 mil para concessionárias de Alphaville, além de repasses a líderes religiosos.

“Se essas pessoas colocam o dinheiro num político, é suspeito. Se colocam numa doação, é suspeito. Infelizmente, se colocam numa igreja, também é suspeito”, afirmou o deputado, relacionando os repasses às investigações sobre fraudes contra aposentados no INSS.

Pimenta ainda descreveu o suposto padrão de vida dos investigados:

“Gomes gasta por mês cem mil reais em grifes de luxo — Louis Vuitton, Chanel, Dior, carros de luxo, Mercedes, Lamborghini”, disse.

Apesar das declarações, o parlamentar fez questão de ressaltar que não estava acusando diretamente André Valadão nem a Igreja Lagoinha:

“Não há aqui nenhuma crítica ou suspeita sobre o pastor de Alphaville. O que está sendo dito é que o evento foi pago por um indivíduo acusado de roubar milhões de reais dos aposentados do INSS.”

Até o momento, nem André Valadão nem representantes da Lagoinha Alphaville se pronunciaram sobre o caso. A CPMI do INSS segue investigando as ligações entre empresários e possíveis desvios em contratos com o Instituto Nacional do Seguro Social, esquema conhecido como “Farra do INSS”.

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