Documentário “Apocalipse nos Trópicos”, da Netflix, recebeu patrocínio de fundação de George Soros

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Imagem Reprodução: Redes Sociais

O documentário “Apocalipse nos Trópicos”, produção brasileira da Netflix dirigida por Petra Costa, voltou ao centro das discussões após a revelação de que recebeu US$ 150 mil (cerca de R$ 802 mil) da Open Society Foundations, entidade criada pelo bilionário George Soros — conhecido por financiar iniciativas alinhadas a pautas progressistas em todo o mundo.

A informação reforçou as críticas de líderes evangélicos, que acusam o filme de retratar a fé cristã como instrumento de manipulação política. Lançado com forte repercussão, o documentário investiga a expansão da influência evangélica no Brasil e estabelece paralelos entre a ascensão religiosa e o cenário político nacional, especialmente durante a eleição de Jair Bolsonaro, em 2018. Um dos nomes centrais da narrativa é o pastor Silas Malafaia, apontado na obra como figura-chave na convergência entre religião e poder.

Segundo registros públicos e apuração do Instituto Monte Castelo, a Open Society Foundations já destinou mais de R$ 451 milhões a organizações brasileiras entre 2016 e 2022 — entre elas, Quebrando o Tabu, Conectas, Iniciativa Negra por uma Nova Política sobre Drogas, Associação Marielle Franco e Movimento Viva Rio. Somente em 2023, a fundação teria ampliado sua atuação no país, distribuindo cerca de R$ 155 milhões em doações, conforme levantamento da Gazeta do Povo.

No caso de Apocalipse nos Trópicos, os recursos teriam sido repassados por meio do Instituto Peri, ONG criada pela ativista Alessandra Orofino, voltada à produção audiovisual com viés político e social. O financiamento cobriu a fase final da obra e a distribuição internacional do documentário.

Desde sua estreia, a produção dividiu opiniões: para parte do público, é uma leitura corajosa sobre a intersecção entre fé e poder; para outros, uma tentativa de deslegitimar o papel das igrejas evangélicas na sociedade brasileira.

Independentemente das controvérsias, o documentário confirma uma tendência crescente: o interesse global em compreender a força política e cultural da fé evangélica no Brasil — e suas consequências no cenário democrático.

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