A morte brutal do padre Alexsandro da Silva Lima, de 44 anos, chocou a cidade de Dourados (MS) e todo o país. De acordo com a Polícia Civil, o crime ocorrido na sexta-feira (14) foi planejado e executado por cinco jovens, sendo dois maiores de idade e três adolescentes. O corpo do religioso só foi encontrado no sábado (15), em uma área de mata considerada de difícil acesso.
Alexsandro era pároco da Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Douradina e foi enterrado no domingo (16), sob forte comoção da comunidade católica, que decretou luto e homenagens desde as primeiras horas após a confirmação da morte.
Segundo a Polícia Civil, o padre foi morto dentro da própria casa, atingido por golpes de marreta na cabeça e facadas no pescoço e no peito. O objetivo do grupo, segundo o depoimento de um dos envolvidos, era furtar o carro do religioso e vendê-lo no Paraguai por cerca de R$ 40 mil.
Durante o depoimento, um dos jovens assumiu a autoria do assassinato e disse que estava alcoolizado no momento do crime. Após a morte, os envolvidos teriam limpado a residência para tentar apagar vestígios e, em seguida, ocultado o corpo em uma área de mata.
Além do carro, diversos objetos foram levados da casa do padre, como ventilador, airfryer, vinho, botijão de gás e xícaras. Outras duas adolescentes, de 16 e 17 anos, foram apreendidas por ajudarem na limpeza e na venda dos itens furtados.
A Polícia Civil concluiu que o caso será investigado pelos crimes de latrocínio (roubo seguido de morte), ocultação de cadáver, fraude processual e furto qualificado, conforme divulgado pelo G1.
A prefeitura de Douradina decretou luto oficial de três dias e lamentou publicamente o assassinato do padre, que era conhecido pela atuação comunitária e pelo trabalho pastoral próximo a jovens e famílias da região.
O caso segue sendo acompanhado de perto pela população local, que ainda tenta compreender como um crime tão violento e premeditado pôde ocorrer envolvendo autores tão jovens um retrato doloroso da vulnerabilidade social, da banalização da violência e da crescente participação de adolescentes em crimes graves no país.



