Padre Kelmon vai ao condomínio de Bolsonaro, ora do lado de fora e cita saúde abalada do ex-presidente

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Imagem Reprodução: Redes Sociais

Nos últimos meses, o clima no entorno do Solar de Brasília o condomínio onde Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar virou quase uma vitrine dos humores da política nacional. E, nesta quarta-feira (19), quem apareceu por lá foi ele: Padre Kelmon, sempre rodeado de polêmicas, microfones e seguidores fiéis.

A cena foi breve, mas carregada de simbolismo. Sem autorização formal do STF para entrar no condomínio, Kelmon ficou apenas alguns minutos diante do portão. O gesto, porém, foi calculado: uma oração pública, direcionada ao ex-presidente, que completou recentemente 100 dias de prisão domiciliar após decisão do ministro Alexandre de Moraes.

“Vou passar em frente à casa, pelo menos para fazer minha oração de longe por ele. O presidente está com a saúde abalada e a gente precisa rezar”, afirmou, reforçando o papel pastoral que costuma reivindicar na política. A fala sobre a saúde de Bolsonaro também reacendeu rumores alguns já circulando nas redes de que o ex-presidente estaria mais fragilizado do que demonstra nas raras aparições.

A visita, ainda que relâmpago, não foi à toa. Kelmon vem tentando se reposicionar politicamente desde sua passagem caricata pelo debate presidencial de 2022, onde ganhou fama de “candidato padre” do PL. Agora, sua presença diante do condomínio parece um gesto tanto religioso quanto estratégico: sinalizar apoio, aparecer na mídia e lembrar que segue orbitando o universo bolsonarista.

Enquanto isso, Bolsonaro continua restrito a sua rotina silenciosa dentro da casa no Jardim Botânico, em Brasília. Mesmo de longe, a movimentação de apoiadores, políticos e religiosos no portão do condomínio mostra que o bolsonarismo vive sua fase mais introspectiva e, paradoxalmente, mais ruidosa.

A cena de Kelmon rezando do lado de fora, separado por muros, portão e autorização judicial negada, simboliza bem o momento atual: um ex-presidente distante, isolado, monitorado, e um entorno político tentando manter viva a chama de um movimento que perdeu o protagonismo, mas não a capacidade de mobilizar narrativas.

Resta saber se essas demonstrações públicas ainda que breves e performáticas têm algum impacto real no tabuleiro político ou se funcionam apenas como combustível para manter a militância engajada enquanto o líder máximo segue, literalmente, trancado.

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