Lagoinha Global reage à CPMI do INSS e nega envolvimento em investigações citadas por Damares Alves

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Imagem Reprodução Youtube

A Lagoinha Global, uma das maiores redes evangélicas do Brasil com presença internacional, entrou oficialmente no centro do debate político-religioso ao divulgar, nesta quinta-feira (15), uma nota pública em tom firme para rebater associações feitas entre a denominação, a Operação Compliance Zero e a CPMI do INSS. O comunicado ocorre em meio a um ambiente de forte tensão institucional, após a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) tornar pública uma lista de pastores e igrejas citados em requerimentos relacionados à comissão parlamentar.

Entre os nomes mencionados, apareceu o do pastor André Valadão, líder global da Lagoinha, o que levou a igreja a se manifestar para conter o que classificou como associações indevidas e sem respaldo jurídico. A nota busca, sobretudo, estabelecer uma linha clara entre a estrutura institucional da igreja e a conduta individual de pessoas que, em algum momento, frequentaram ou exerceram funções no ambiente religioso.

Um dos pontos centrais do posicionamento trata da situação de Fabiano Zettel, empresário citado em apurações e que, até então, mantinha atuação religiosa ligada à Lagoinha Belvedere. Segundo a nota, assim que surgiram as primeiras informações envolvendo seu nome, Zettel foi imediatamente afastado de qualquer atividade ministerial.

A igreja afirma que, desde novembro de 2025, ele não exerce função pastoral, de liderança ou qualquer papel de representação institucional. O esclarecimento busca afastar a ideia de que haveria conivência, omissão ou uso da estrutura da igreja para fins ilícitos hipótese que a Lagoinha Global rejeita de forma categórica.

Em um trecho que revela preocupação jurídica, a nota enfatiza que a participação em cultos ou atividades religiosas não configura vínculo administrativo, jurídico ou institucional. A liderança argumenta que, em uma rede com mais de 600 igrejas espalhadas pelo mundo, é inviável e juridicamente incorreto atribuir à instituição responsabilidade sobre a vida pessoal, profissional ou empresarial de cada frequentador.

Esse ponto toca em um debate sensível e recorrente no meio evangélico brasileiro: até que ponto igrejas podem ser responsabilizadas por atos individuais de membros ou líderes desvinculados formalmente de cargos institucionais.

A Lagoinha Global informou que está avaliando medidas legais por denunciação caluniosa e falsa comunicação de crime, sinalizando que não pretende tratar o episódio apenas no campo do discurso público. A estratégia indica uma mudança de postura: menos silêncio institucional e mais enfrentamento jurídico diante do que considera ataques à reputação da igreja.

O posicionamento ganha ainda mais peso após apuração divulgada pelo O Fuxico Gospel, segundo a qual nenhum requerimento envolvendo pastores foi efetivamente apreciado ou votado na CPMI do INSS até o momento. Na prática, isso significa que os nomes citados publicamente ainda não são alvos formais de investigação com validade jurídica, apesar do impacto político e midiático das declarações.

NOTA OFICIAL

A Igreja Batista da Lagoinha vem a público esclarecer informações que vêm sendo indevidamente associadas ao seu nome em relação à Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga supostas irregularidades no Banco Master, e à CPMI do INSS.

A respeito da prisão de Fabiano Zettel, esclarecemos que, tão logo surgiram as primeiras informações relacionadas à operação, com o objetivo de que os fatos fossem devidamente apurados, ele foi afastado de qualquer atividade de natureza ministerial que exercia na Igreja Batista da Lagoinha Belvedere. Informamos ainda que, oficialmente, desde novembro de 2025, Fabiano Zettel não exerce qualquer papel de pastoreio na instituição, não mantendo função ministerial, liderança institucional ou qualquer vínculo de representação com a igreja.

Ressaltamos que não há qualquer indício, evidência ou comprovação de que a Igreja Batista da Lagoinha tenha sido utilizada, direta ou indiretamente, em qualquer esquema ou prática irregular, esteja ela relacionada à CPMI do INSS ou à Operação Compliance Zero. As tentativas de associar a instituição a acusações com os fatos relacionados são falsas e desprovidas de qualquer base factual ou jurídica. As imputações feitas à instituição são inexistentes e não correspondem à realidade, comprovação disso é a ausência de provas ou indícios que justifiquem a associação apontada.

Como toda instituição religiosa, a Igreja Batista da Lagoinha – que conta com mais de 600 igrejas espalhadas pelo mundo – não possui controle sobre a vida pessoal, profissional ou sobre atos individuais de pessoas que, eventualmente, frequentem seus cultos ou atividades, uma vez que a participação em uma igreja não configura vínculo jurídico, administrativo ou representativo.

Diante da gravidade das acusações e da disseminação de informações inverídicas, a Igreja Batista da Lagoinha informa que adotará todas as medidas jurídicas cabíveis, incluindo ações por denunciação caluniosa, falsa comunicação de crime, bem como outras providências legais que se fizerem necessárias, a fim de resguardar sua honra, sua história e sua missão.

A Igreja Batista da Lagoinha reafirma seu compromisso com a verdade, com a legalidade e com os princípios éticos e cristãos que norteiam sua atuação ao longo de sua trajetória e acompanha com serenidade a apuração dos fatos, permanecendo à disposição para colaborar com os órgãos oficiais competentes, prestando todos os esclarecimentos e informações que se fizerem necessários.

Lagoinha Global

15 de janeiro de 2026.

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