André Mendonça promete doar 100% dos lucros empresariais para educação e igreja

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Imagem Reprodução: Redes Sociais

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, fez um anúncio que rapidamente repercutiu tanto no meio jurídico quanto entre lideranças evangélicas. Durante um culto na Igreja Presbiteriana de Pinheiros, em São Paulo, Mendonça declarou que não receberá lucros ou dividendos do Instituto Iter, empresa voltada para cursos na área jurídica da qual é sócio. Segundo ele, todo o resultado financeiro será destinado a iniciativas sociais, educacionais e eclesiásticas.

A decisão, de acordo com o ministro, foi tomada em conjunto com a esposa, Janey, e conta com o apoio dos filhos. Mendonça explicou que continuará recebendo pelos serviços prestados como professor, mas abrirá mão de qualquer participação nos lucros finais da instituição. “Tudo que vier de lucro, vou separar 10% para o dízimo e 90% para obras sociais e educação”, afirmou durante o culto.

A inspiração, segundo relatou, surgiu de uma reflexão bíblica sobre Abraão, que erguia um altar onde montava sua tenda uma metáfora para alinhar prosperidade e devoção. O Instituto Iter, especializado em formação jurídica, terá sua rentabilidade direcionada àquilo que o ministro chamou de “consagração”, com prioridade para investimentos na área educacional.

O gesto reforça uma característica já associada à trajetória pública de Mendonça: a tentativa de integrar fé e atuação institucional. Indicado ao STF com o compromisso de ser “terrivelmente evangélico”, ele frequentemente menciona valores cristãos como parte de sua identidade pessoal, embora ressalte que suas decisões judiciais seguem os parâmetros constitucionais.

A divulgação pública da medida também parece ter um componente estratégico de transparência. Em tempos de escrutínio constante sobre autoridades e possíveis conflitos de interesse, tornar clara a destinação dos recursos pode ser interpretado como uma forma de blindagem ética.

Nas redes sociais, a reação foi dividida. Integrantes da comunidade presbiteriana elogiaram a postura, destacando coerência entre discurso e prática. Já setores políticos observaram que o anúncio reforça a imagem de Mendonça como um magistrado que não esconde sua convicção religiosa algo que para uns é virtude, para outros motivo de debate.

Independentemente da leitura, o episódio evidencia como fé, poder e responsabilidade pública seguem entrelaçados no cenário brasileiro, especialmente quando se trata de figuras que transitam entre o altar e o mais alto tribunal do país.

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