Malafaia diz que Eduardo Bolsonaro ajuda mais “calado” na pré-campanha de Flávio

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Imagem Reprodução: Redes Sociais

O pastor Silas Malafaia afirmou nesta segunda-feira (23/2), em entrevista ao Metrópoles, que o deputado cassado Eduardo Bolsonaro deveria “ficar calado” se quiser contribuir com a pré-campanha presidencial do irmão, o senador Flávio Bolsonaro.

A declaração ocorre após Eduardo criticar publicamente a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o deputado Nikolas Ferreira, acusando-os de “amnésia” e falta de apoio explícito a Flávio, apontado pelo ex-presidente como pré-candidato do grupo político à Presidência.

Para Malafaia, as falas do filho 03 do ex-presidente foram um erro estratégico.

“Calado, [Eduardo] vai ajudar muito mais o irmão [Flávio] do que abrindo a boca para falar asneira. Ele calado vai ser um belíssimo cabo eleitoral para o irmão”, declarou o pastor.

Eduardo, que está nos Estados Unidos e já se definiu como “autoexilado”, afirmou que não viu manifestações públicas de Michelle em defesa da pré-candidatura de Flávio. Ele também criticou Nikolas, sugerindo desalinhamento dentro do próprio campo conservador.

Malafaia rebateu dizendo que ninguém pode impor o “timing” de apoio político a terceiros. “Tem que respeitar a hora e o espaço de cada um”, afirmou. Na avaliação do líder religioso, as declarações de Eduardo revelam “amadorismo político”.

O pastor também defendeu Michelle, afirmando que ela estaria “sofrendo” diante da situação do marido e que merece respeito. Malafaia já havia criticado anteriormente a postura de Eduardo por articular sanções internacionais contra o Brasil no ano passado. Segundo ele, caso o deputado mantenha esse comportamento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva “vai agradecer”.

No sábado (21/2), após visitar o ex-presidente, Nikolas Ferreira também respondeu às críticas. Ao deixar o complexo penitenciário da Papudinha, o deputado afirmou discordar das acusações de “amnésia” e declarou que, diante da situação familiar delicada, a prioridade deveria ser outra.

O episódio expõe fissuras internas no campo conservador em meio às articulações para 2026, período em que o apoio do eleitorado evangélico e a unidade do grupo político serão fatores determinantes para a viabilidade de qualquer candidatura presidencial.

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