Em uma decisão histórica para a liberdade religiosa e de expressão, a fotógrafa cristã Emilee Carpenter venceu na Justiça dos Estados Unidos um processo que tentava obrigá-la a fotografar casamentos entre pessoas do mesmo sexo, contrariando seus princípios de fé.
O caso foi julgado na última quinta-feira (29) em um tribunal federal de Nova York. A sentença garante que o governo não pode forçar Emilee a produzir fotos e mensagens que conflitem com suas convicções cristãs.
A batalha judicial começou em 2021, quando Carpenter, dona do estúdio Emilee Carpenter Photography, entrou com uma ação contra o estado e o condado de Nova York. Na época, ela alegou que as leis estaduais violavam os direitos garantidos pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA, que assegura liberdade religiosa e liberdade de expressão.
Pelas leis locais, qualquer empresa era proibida de recusar serviços com base na orientação sexual dos clientes. Além disso, os empresários não poderiam nem comunicar publicamente seus motivos religiosos para não prestar determinados serviços, sob risco de multas pesadas, perda de licença e até prisão.
O tribunal entendeu que o trabalho de Emilee vai além de uma simples prestação de serviço — é uma expressão artística e pessoal, protegida pela liberdade de expressão.
O advogado Bryan Neihart, da organização Alliance Defending Freedom (ADF), que representou a fotógrafa, celebrou a vitória:
“A liberdade de expressão é para todos. Ninguém deve ser forçado a criar mensagens que violem suas crenças.”
A decisão também segue o precedente estabelecido pela Suprema Corte dos EUA, no caso de uma designer cristã do Colorado, que se recusou a produzir sites para casamentos homoafetivos.
Com a vitória, Emilee Carpenter poderá continuar trabalhando conforme sua fé, oferecendo serviços fotográficos apenas para casamentos alinhados aos princípios cristãos.
“Essa vitória não é apenas minha, mas de todos os que acreditam que a fé não deve ser deixada de lado para participar da vida pública e profissional”, declarou a fotógrafa.
A decisão foi amplamente comemorada por grupos cristãos dos EUA, que veem nela uma proteção aos valores bíblicos e à liberdade de viver a fé, inclusive no ambiente profissional.



