“Chamaram minha mãe de ‘mãe de bandidinho’: missionário Miguel Oliveira diz que hostilidade machuca”

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Imagem Reprodução Youtube

Em uma conversa sincera no podcast PodCrê, transmitido pelo Pleno News, o missionário Miguel Oliveira, hoje com 22 anos, compartilhou um episódio que tocou profundamente sua família. Sua mãe foi alvo de insultos ao sair de um salão de beleza, quando duas mulheres a chamaram de “mãe de bandidinho”. “Ela chegou em casa chorando… machuca ouvir esse tipo de coisa”, contou Miguel ao programa – usando expressões que demonstram como o episódio o abalou emocionalmente.

Apesar da dor, ele optou por não reagir publicamente. “Eu não respondo para manter a minha sanidade”, justificou, sugerindo uma postura de autocontrole diante da hostilidade . Ao relacionar o ocorrido ao ensino bíblico, explicou que tais ataques “machucam, mas fazem parte da perseguição por causa da fé”. A fala demonstra resiliência emocional, ao reconhecer o peso de ser exposto publicamente.

A notoriedade que Miguel ganhou ainda adolescente, com vídeos de reflexões bíblicas, trouxe visibilidade — e também fragilidades. Em abril, o Conselho Tutelar determinou sua suspensão de atividades de pregação, acentuando o foco em seu impacto público.

Os ataques recentes, dentro e fora da internet, reforçam que expor a fé em plataformas digitais carrega consequências reais — tanto para ele quanto para quem o cerca.

Outro ponto abordado foi seu bordão “Off The King, The Power, The Best”, que viralizou na internet. Miguel afirmou que a expressão surgiu de uma fala espontânea em inglês simples, ao realizar uma profecia em apoio a um casal com planos de viajar aos EUA. “Pegaram aquilo e jogaram nas mídias sem entender o contexto da profecia”, criticou.

Ele disse nunca ter afirmado que o casal “iam pisar na América”, mas que usou a expressão para simbolizar esperança — e não premonição —, tornando-se alvo de piadas infundadas.

Miguel ressaltou ainda uma contradição emocional: “Ninguém pega vídeo de muçulmano orando ou católico acendendo vela e faz chacota… com evangélico, vira meme”. Segundo ele, os evangélicos — incluindo crentes — acabam por se unir a ateus e “ímpios” em críticas que, em sua visão, extrapolam o respeito ao sagrado. O missionário mirim vê nisso um sintoma de uma comunidade que precisa amadurecer a tolerância interna.

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