A violência doméstica no Brasil ganhou mais um capítulo trágico e revoltante nesta quarta-feira (11), quando Auriscléia Lima do Nascimento, de apenas 25 anos, foi assassinada brutalmente na zona rural de Capixaba (AC), no Assentamento Campo Alegre. O principal suspeito do crime é Natalino do Nascimento Santiago, de 50 anos — um homem que, apesar de ter histórico de homicídio, estupro e regressão de pena, era conhecido localmente como “pastor” evangélico.
A morte da jovem — mãe de crianças pequenas, incluindo um filho autista — expôs um cenário alarmante: a fé sendo usada como capa para esconder um passado violento e perpetuar o controle sobre uma mulher em processo de libertação.
O falso manto da religiosidade
Na comunidade, Natalino exercia informalmente a função de líder religioso. Muitos o chamavam de “pastor”, e ele pregava em pequenos cultos, aconselhava famílias e circulava com o discurso de regeneração espiritual. Mas, por trás das falas bíblicas e da imagem de homem convertido, havia um histórico sombrio: passagens pela Justiça por crimes graves e um comportamento agressivo que já era conhecido por vizinhos e familiares de Auriscléia.
A tragédia aconteceu quando ela foi até a casa onde ele vivia com os filhos do casal para discutir questões de guarda. Diante da recusa dela em deixá-lo com uma das crianças, ele surtou. Pegou um terçado (facão) e desferiu golpes brutais, matando Auriscléia ainda no quintal. Um dos filhos, de quatro anos, tentou defender a mãe e acabou ferido no rosto.
Após o crime, Natalino fugiu e permanece foragido. A Polícia Militar isolou a cena, e o caso está sendo investigado como feminicídio pela Polícia Civil de Capixaba.



