Igreja Presbiteriana de Copacabana é alvo de vandalismo pela segunda vez em menos de duas semanas

0
49
Imagem Instagram Igreja Presbiteriana de Copacabana

Pela segunda vez em menos de duas semanas, a tradicional Igreja Presbiteriana de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, foi alvo de atos criminosos e violentos. O novo episódio aconteceu na manhã do último domingo (7), por volta das 11h. Um homem foi flagrado por câmeras de segurança se aproximando da entrada do templo e atirando fezes contra o totem de vigilância, instalado na fachada principal.

Em nota publicada nas redes sociais, a igreja relatou que o agressor “carregava um embrulho com grande quantidade de fezes” e, em plena luz do dia, espalhou o material no equipamento de monitoramento da igreja. O ato foi classificado como um crime de ódio, “vilipendiando um templo religioso com premeditação e indiferença”, segundo a liderança da instituição.

O fato não é isolado. No dia 25 de junho, a igreja já havia sofrido uma invasão durante a madrugada. Três suspeitos arrombaram um portão lateral e invadiram as instalações, revirando cômodos, furtando objetos e, de maneira chocante, defecando dentro do templo. Pior: toalhas brancas da mesa da ceia — um dos símbolos mais sagrados da tradição cristã reformada — foram utilizadas para limpar os dejetos, em um gesto que a própria igreja classificou como “profanação”.

Entre os itens levados na ocasião estavam um notebook, materiais de limpeza, utensílios de cozinha, louças e até equipamentos de som. As imagens das câmeras de segurança ajudaram na identificação de um dos envolvidos, que já foi detido. A Polícia Civil segue investigando para localizar os outros autores.

Para a liderança da Igreja Presbiteriana de Copacabana, os ataques não são apenas sinais de vandalismo, mas refletem uma crescente onda de intolerância religiosa e desprezo pelos espaços de fé. “Trata-se de atos claramente premeditados e executados com calma, como se houvesse certeza de impunidade”, apontou a nota oficial.

A igreja também fez um duro alerta sobre a segurança pública no bairro. “Copacabana clama por uma intervenção mais efetiva do poder público. A sensação de abandono é real, e episódios como esse reforçam o medo e a vulnerabilidade dos moradores e instituições locais.”

Apesar da dor e da indignação, a igreja reafirmou seu compromisso com a missão evangélica: “Continuamos proclamando a luminosa mensagem do Evangelho em uma realidade tão marcada pelas trevas.”

Casos como esse acendem um alerta urgente sobre a fragilidade da liberdade religiosa e da segurança urbana em uma das regiões mais turísticas e simbólicas do Brasil. Quando igrejas precisam se proteger não apenas do abandono institucional, mas de ataques abertos à fé, é sinal de que algo vai muito mal — e não pode mais ser ignorado.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here