Valdemiro Santiago critica “injustiças” no Brasil e cita caso de Bolsonaro

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Imagem Reprodução: Redes Sociais

O clima político voltou a esquentar entre lideranças religiosas. Durante um culto recente, o apóstolo Valdemiro Santiago, fundador da Igreja Mundial do Poder de Deus, deixou clara sua insatisfação com as decisões judiciais que atingem o ex-presidente Jair Bolsonaro. Sem citar nomes, mas em tom de indignação, Valdemiro afirmou: “Há muita injustiça nesse país. Deus fará justiça e colocará tudo no seu devido lugar”. A fala arrancou aplausos e gritos de apoio dos fiéis presentes no templo.

Do lado de fora, o discurso religioso se conecta diretamente com a mobilização política. O pastor Silas Malafaia, aliado histórico de Bolsonaro, intensificou nesta quarta-feira (30) a convocação para a manifestação nacional marcada para 3 de agosto, batizada de “Reaja Brasil”. O evento acontecerá em diversas capitais do país e é apresentado como uma resposta às recentes decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo a determinação do uso de tornozeleira eletrônica pelo ex-presidente.

Segundo Malafaia, os atos serão acompanhados de uma campanha de vídeos de convocação, alguns com políticos, outros apenas com lideranças religiosas e sociais. O pastor, que também defende anistia para os condenados dos atos de 8 de janeiro, disse que a mobilização é necessária para “enfrentar o avanço autoritário do STF”.

A adesão de outras lideranças já começa a ser anunciada. Um dos nomes confirmados é o do pastor Jorge Linhares, presidente do Conselho de Pastores e Ministros do Evangelho de Minas Gerais (CPEMG), que reúne mais de 15 mil pastores. Ele participará do protesto em Belo Horizonte, marcado para a Praça da Liberdade, às 10h.

A convocação de Malafaia e o posicionamento de Valdemiro Santiago mostram que o campo religioso evangélico segue sendo peça-chave no tabuleiro político brasileiro. Mais do que manifestações de fé, esses discursos revelam uma disputa narrativa sobre justiça, liberdade e perseguição política — temas que prometem marcar o ato do próximo sábado.

Seja entendido como um movimento de resistência democrática ou como um confronto direto com o Judiciário, o “Reaja Brasil” deve testar novamente a capacidade de mobilização da direita e, principalmente, o peso das lideranças evangélicas no cenário político nacional.

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