Jovem pregador Miguel Oliveira ironiza Moraes e mira futuro na política

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Imagem Reprodução: Redes Sociais

Miguel Oliveira pode até ser jovem, mas já entendeu como se manter em evidência no jogo político-religioso brasileiro. O pregador adolescente voltou a movimentar as redes sociais nesta semana após publicar um vídeo ironizando o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, em meio à repercussão das sanções impostas pelos Estados Unidos com base na lei Magnitsky.

No registro, ele debocha do magistrado com sotaque improvisado: “Alexandre de Moraes, pra você não tem the king the power the best, a América tá fechada pra você, varão”. A provocação caiu no gosto de seus seguidores, que compartilham afinidades políticas com o discurso alinhado ao bolsonarismo.

Aos 17 anos, Miguel já fala abertamente em seguir carreira política assim que completar a idade mínima exigida para disputar eleições. Em entrevista ao portal Assembleianos de Valor, ele afirmou estudar a história da política brasileira desde 1932 e destacou sua identificação com a direita, rechaçando qualquer proximidade com a esquerda.

Sua movimentação, no entanto, não se limita ao ambiente digital. No início de julho, ele esteve em Brasília e foi visto nos corredores da Câmara dos Deputados, cumprimentando parlamentares, entre eles o deputado Zucco (PL-RS), líder da oposição. O gesto foi interpretado como uma aproximação estratégica ao campo conservador, especialmente entre os evangélicos mais radicais.

O estilo de Miguel é direto: críticas ao presidente Lula, à esquerda e ao Judiciário — sobretudo a Moraes, alvo recorrente dos bolsonaristas. Essa combinação de fé, patriotismo e humor é sua principal aposta para conquistar relevância. Ainda que polêmico no meio evangélico, o jovem acredita que sua base de apoio nas redes pode ser o trampolim necessário para uma futura candidatura à Câmara.

Enquanto a idade não permite disputar uma eleição, Miguel continua investindo em vídeos que misturam piadas, versículos bíblicos e ataques políticos, consolidando-se como uma promessa para o eleitorado evangélico conservador que busca novas lideranças.

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