O deputado federal Marco Feliciano (PL-SP) foi um dos primeiros nomes da bancada evangélica a reagir à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que colocou o ex-presidente Jair Bolsonaro em prisão domiciliar nesta segunda-feira (4). Em publicação feita no X (antigo Twitter), Feliciano resumiu seu posicionamento em uma frase que rapidamente viralizou: “Vingança não é justiça”.
A declaração ecoou entre parlamentares bolsonaristas e ativistas da base conservadora, reforçando a narrativa de que a medida teria um caráter político, e não apenas jurídico. Nos comentários, apoiadores falaram em “perseguição ideológica” e até em “clima de exceção”.
Por que Bolsonaro foi colocado em prisão domiciliar?
A decisão de Moraes veio após a divulgação de um vídeo com a participação do ex-presidente em um perfil de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O episódio configuraria descumprimento das medidas cautelares impostas pelo STF, que proibiam Bolsonaro de usar redes sociais, direta ou indiretamente.
Para Moraes, o ato representou tentativa deliberada de burlar a ordem judicial. O ministro também destacou que o ex-presidente “incita desobediência civil e questiona o sistema judiciário”, o que, segundo ele, coloca em risco a ordem pública.
Entre as sanções impostas estão:
- prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica;
- proibição de visitas não autorizadas;
- recolhimento de aparelhos eletrônicos;
- restrição total ao uso de redes sociais, inclusive por terceiros.
Feliciano fala à base evangélica
Pastor evangélico e um dos expoentes da bancada conservadora, Marco Feliciano tem usado suas redes sociais como trincheira política. Sua frase curta, mas de impacto, foi suficiente para mobilizar milhares de compartilhamentos e tornar-se trending entre apoiadores de Bolsonaro.
O movimento também expõe o papel estratégico da bancada evangélica nesse momento: lideranças religiosas e parlamentares se unem para construir uma narrativa de que a Justiça estaria ultrapassando limites e transformando adversários políticos em inimigos a serem silenciados.
A crítica de Feliciano deve ganhar ainda mais força nas próximas sessões da Câmara, quando o deputado deve ampliar o discurso em defesa de Bolsonaro e contra o que chama de “ativismo judicial”.
Independentemente da leitura política, o episódio mostra como o embate entre STF e bolsonarismo não dá sinais de trégua — e como figuras religiosas e parlamentares continuam sendo peças centrais nesse tabuleiro de poder.



