Justiça rejeita ação de Andressa Urach contra Igreja Universal por “coação espiritual”

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Imagem Reprodução: Redes Sociais

A influenciadora e ex-modelo Andressa Urach teve sua ação judicial considerada improcedente pela 13ª Vara Cível do Foro Central de Porto Alegre. Ela buscava anular doações que, segundo sua alegação, foram feitas sob coação moral e espiritual durante seis anos em sua relação com a Igreja Universal do Reino de Deus.

No processo iniciado em 2021, Urach afirmava ter doado cerca de R$ 2 milhões, incluindo valores provenientes dos direitos autorais de seu livro e até veículos, supostamente motivada por medo e vulnerabilidade emocional. Ela relatou que, após uma internação em 2014, passou a frequentar a Universal, alegando que teria vivido uma espécie de “lavagem cerebral” e que a igreja usava passagens bíblicas para incutir medo nos fiéis.

Uma testemunha ouvida no processo reforçou essa versão, relatando que Andressa teria estado em condição financeira delicada e emocionalmente frágil — o que teria contribuído para a resistência ao questionar as pressões que sentia.

Do outro lado, a Igreja Universal defendeu-se argumentando que as doações são atos de fé voluntários, protegidos pela liberdade religiosa, e que não houve qualquer forma de ameaça ou coação personalizada.

Na sentença, o juiz rejeitou a tese de coação espiritual, além de descartar a noção de “doação universal” — que ocorreria quando alguém doa todo o seu patrimônio sem garantir meios mínimos de subsistência. A decisão ressaltou que Urach ainda manteve um imóvel em seu nome, o que indicaria que não chegou à despropriação total.

Com isso, a influenciadora não terá direito à restituição dos valores ou bens — e o caso, que em certo momento chegou a ser abandonado por ela, teve desfecho favorável à igreja.

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