Silas Malafaia entra na mira da PF em inquérito sobre obstrução e tentativa de golpe

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Imagem Reprodução: Redes Sociais

O pastor Silas Malafaia, uma das vozes mais influentes do meio evangélico brasileiro, passou oficialmente a integrar a lista de investigados da Polícia Federal (PF) no inquérito que apura suposta obstrução de investigações e tentativa de golpe de Estado.

O procedimento, instaurado em maio de 2025, já inclui nomes como o ex-presidente Jair Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o comentarista Paulo Figueiredo. Segundo despacho do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), a apuração envolve ações contra autoridades, contra o próprio STF e contra agentes públicos, além de supostas tentativas de buscar sanções internacionais contra o Brasil.

Para Moraes, essas iniciativas teriam como objetivo dificultar o andamento do processo no qual Bolsonaro é réu por tentativa de golpe. Entre as acusações possíveis, estão coação no curso do processo, obstrução de investigação de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

O ato de 3 de agosto e a prisão de Bolsonaro

Malafaia é apontado como organizador de um ato de apoio a Bolsonaro em 3 de agosto, em Brasília. Durante a manifestação, transmitida por terceiros, Bolsonaro apareceu em vídeo, descumprindo restrições judiciais. No dia seguinte, o ex-presidente teve prisão domiciliar decretada.

Para investigadores, o evento seria parte de uma estratégia para pressionar autoridades e influenciar a opinião pública sobre o processo — estratégia que também envolve outros investigados dos atos de 8 de janeiro de 2023.

Reação do pastor

Em vídeos publicados nas redes sociais, Malafaia partiu para o ataque contra Alexandre de Moraes, defendendo seu impeachment e até prisão. “Alexandre vai para a cadeia. Ele é um criminoso e precisa ser preso pelo Estado Democrático de Direito”, declarou.

Ao ser procurado pela imprensa, o pastor disse não ter recebido notificação oficial da PF e classificou a inclusão como “perseguição política e religiosa”, reafirmando seu apoio a Bolsonaro e aos presos pelos atos de 8 de janeiro.

A inclusão de Malafaia foi solicitada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que vê ligação direta de sua atuação com tentativas de interferir no andamento do processo. A PF não comentou por se tratar de investigação em curso.

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