Silas Malafaia reage à inclusão em inquérito da PF e promete “vídeo bombástico” caso seja preso

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Imagem Reprodução: Redes Sociais

O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, voltou a ganhar destaque no debate político após ser incluído no inquérito da Polícia Federal que apura uma suposta tentativa de golpe de Estado envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, o deputado Eduardo Bolsonaro e o jornalista Paulo Figueiredo.

Segundo a PF, a investigação trata de possíveis crimes de coação no curso do processo, obstrução de investigações e até tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. A inclusão de Malafaia ampliou ainda mais a lista de investigados no caso, que já vem movimentando Brasília desde o início do ano.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o pastor demonstrou forte indignação. Ele acusou setores da Polícia Federal de agirem sob influência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro do STF, Alexandre de Moraes, figura central nas apurações relacionadas ao 8 de janeiro. “O Brasil caminha para a Venezuela”, declarou, ao criticar o que considera perseguição política contra opositores.

Malafaia também reclamou de não ter sido notificado oficialmente pela PF, alegando ter descoberto a inclusão em meio à investigação por meio da GloboNews, após suposto vazamento de informações. Outro ponto levantado pelo pastor foi a acusação de supostos contatos com autoridades estrangeiras, o que ele nega. “Não falo inglês e nunca tive contato com representantes do governo americano”, ironizou.

Em tom desafiador, afirmou não temer uma eventual prisão. Pelo contrário: revelou ter preparado um “vídeo bombástico” que seria divulgado imediatamente caso fosse detido. “Se me prenderem, eles vão ver o que vai acontecer no Brasil”, ameaçou. Segundo ele, o próprio Jair Bolsonaro também teria preparado materiais semelhantes para um cenário de prisão.

As falas de Malafaia expõem, mais uma vez, a linha de tensão que divide o país. De um lado, a Justiça e a Polícia Federal sustentam que investigam uma tentativa real de abalar as instituições democráticas; de outro, aliados do ex-presidente insistem que são vítimas de perseguição. No meio disso, o discurso inflamado de líderes religiosos e políticos acaba funcionando como combustível em uma crise que parece longe do fim.

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