O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, voltou ao centro das atenções após a operação da Polícia Federal que apreendeu seu passaporte, telefone e documentos por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o pastor fez duras críticas ao magistrado, a quem chamou de “ditador da Toga”. Em tom desafiador, Malafaia afirmou não ter medo da decisão: “Seu ditador desgraçado Alexandre de Moraes, tu escolheu o cara errado. Não tenho medo de você. Não vou parar e tu vai ter que me prender”.
Para o líder religioso, a medida representa não apenas perseguição política, mas também um ataque à liberdade religiosa. “Mais uma prova inequívoca que Alexandre de Moraes promove perseguição política e agora também religiosa. Eu venho denunciando os crimes desse ditador há quatro anos, em mais de cinquenta vídeos”, declarou.
A apreensão do passaporte foi alvo das críticas mais duras. Malafaia questionou a legalidade da medida, argumentando que sua agenda internacional foi comprometida: “Eu sou um líder religioso reconhecido em várias nações e tenho meu passaporte apreendido como se fosse um criminoso. Isso é uma vergonha”.
Segundo ele, até mesmo materiais de sua atividade ministerial, como cadernos e mensagens bíblicas, foram recolhidos. “Ninguém é obrigado a concordar comigo. Mas confiscar minhas anotações e a Bíblia? Isso é um absurdo”, reclamou.
Malafaia também ampliou o tom de mobilização, dizendo que a ação não foi apenas contra ele, mas contra milhões de evangélicos no Brasil. “Você não mexeu só comigo, mexeu com mais de 30% da população brasileira”, disse, convocando seus seguidores para um grande ato no 7 de setembro, na Avenida Paulista.
O episódio reacende o debate sobre os limites entre decisões judiciais, liberdade de expressão e liberdade religiosa. Enquanto apoiadores do pastor falam em abuso de autoridade, críticos lembram que Malafaia é investigado por suposta participação em atos antidemocráticos.



