Otoni de Paula critica Silas Malafaia e acusa pastor de arrastar igreja evangélica para dentro da política

0
55
Imagem Reprodução: Redes Sociais

O deputado federal Otoni de Paula (MDB-RJ) voltou a levantar críticas contundentes contra o pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (Advec), alvo de uma operação da Polícia Federal nesta semana. Em entrevista ao UOL, o parlamentar — que também é pastor — afirmou que a postura de Malafaia compromete a imagem da igreja evangélica ao vinculá-la diretamente a disputas políticas.

Ex-aliado declarado de Jair Bolsonaro, Otoni se define como conservador e de direita, mas diz rejeitar o uso da fé como ferramenta de militância. Para ele, Malafaia acabou “arrastando a igreja para dentro do balaio de gato da política”, especialmente ao insistir que estaria sendo vítima de perseguição por parte do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Quando ele fala que o processo contra ele é perseguição, coloca a igreja ainda mais nesse balaio. A nossa preferência pode ter sido Bolsonaro em 2022, mas a igreja não é Bolsonaro, a igreja não é Lula. A igreja é o evangelho”, declarou Otoni.

O deputado reforçou que sua crítica não é contra a fé, mas contra a forma como a religião estaria sendo instrumentalizada. Segundo ele, o povo evangélico não pode ser tratado como massa de manobra:
“Estou falando com o campo do crente que não é gado, que é a maioria. Eles querem a polarização de ideias, não a polarização de ídolos, de adoradores de Lula e Bolsonaro.”

Ao comentar o inquérito da PF, Otoni foi direto: “Malafaia não está sendo investigado por pregar ou evangelizar, mas porque atacou a Suprema Corte. Se fosse por evangelizar, seria perseguição religiosa. Mas não é o caso.”

Para o parlamentar, as manifestações de apoio ao líder da Advec não surgiram de forma espontânea, mas por pressão: “Muitos pastores têm receio de não se manifestar porque ele é beligerante”, disse.

Já a defesa de Malafaia rebateu, afirmando que “opinião não é crime” e que cobrar governantes faz parte da democracia. O pastor, segundo nota enviada à imprensa, mantém a postura de mais de 40 anos de vida pública e seguirá defendendo, em sua visão, os interesses do povo brasileiro.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here