Uma antiga casa de prostituição no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio de Janeiro, ganhou um novo propósito. Localizada na movimentada Avenida das Américas, a estrutura que por anos simbolizou dor e exploração foi transformada em um espaço de fé e acolhimento. No último fim de semana, a comunidade celebrou a inauguração da Minha Igreja na Cidade (MINC), liderada pelos pastores Artur Pinheiro e Anna Luiza Pinheiro.
Nas redes sociais, a igreja descreveu a mudança como um ato simbólico:
“De uma plataforma de vergonha para um altar de adoração, essa é a história da Nossa Igreja na Cidade do Rio de Janeiro”.
O prédio, que chegou a funcionar como prostíbulo em 2012, foi interditado pela polícia, permaneceu abandonado e só em 2018 teve as atividades encerradas definitivamente pela falência da empresa responsável. Desde então, a estrutura se tornou um espaço vazio até que membros da congregação começaram a orar no local, escrevendo mensagens de fé nas paredes como um gesto profético.
Uma promessa resgatada
A visão da MINC no Rio nasceu com os pastores cariocas Pedro e Anaily Estrella, que iniciaram a obra em Belo Horizonte. A chegada ao Rio é descrita pela igreja como o retorno de uma semente: “O Rio foi a devolução de uma semente enviada para Belo Horizonte. Hoje, essa semente retorna multiplicada em frutos”, afirmou a liderança.
O crescimento veio rápido. De encontros em salas de estar, passando por hotéis e espaços comerciais, a comunidade ganhou corpo e, em 2025, se consolidou em cultos semanais. A ocupação do prédio abandonado foi vista como cumprimento da promessa: em pouco mais de um mês, a reforma avançou de forma acelerada, até a inauguração oficial.
Um novo capítulo
Para os fiéis, a transformação tem significado profundo.
“O lugar onde vimos mulheres feridas e famílias destruídas agora será berço de famílias restauradas. Onde abundou o pecado, superabundou a graça”, declarou a igreja.
Além dos cultos, a MINC promete atuar com projetos sociais, batismos e ações comunitárias. A expectativa é que o espaço seja não apenas um templo, mas também um centro de esperança e restauração para a região.
A história ressoa como metáfora poderosa: um lugar marcado por exploração e silêncio agora se torna palco de fé, comunidade e novos começos.



