O pastor Silas Malafaia, organizador dos atos pró-anistia realizados no Dia da Independência, em São Paulo, criticou a exibição de uma bandeira dos Estados Unidos durante a manifestação na Avenida Paulista. O líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo declarou à CNN que não concordou com o gesto, protagonizado por parte dos apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
— “No Dia da Independência, estender um bandeirão americano não achei legal. Se eles querem estender alguma bandeira, a gente não impede. Mas, a partir de agora, eu vou ficar de olho para isso não desviar o foco”, afirmou.
A cena foi rapidamente explorada nas redes sociais por setores da esquerda, que associaram o gesto a um suposto apoio às sanções defendidas pelo governo Donald Trump contra o Brasil. Essas medidas incluem sobretaxa de 50% a produtos nacionais, cancelamento de vistos de autoridades brasileiras e até a aplicação da Lei Magnitsky ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Malafaia reforçou que a presença da bandeira norte-americana não teve aval da coordenação do ato e acusou o PT de usar o episódio para desviar a atenção do público em relação à adesão da direita ao 7 de setembro:
— “Nossas manifestações foram grandiosas. O ato do PT foi um fiasco. Eles usam isso para tentar diminuir a força da direita”, rebateu.
O pastor ainda ironizou as críticas, lembrando que a esquerda também utiliza símbolos estrangeiros em suas mobilizações:
— “Eles usaram bandeira com vermelho comunista. Que moral têm para falar da bandeira americana? Não fomos nós, da coordenação, que fizemos”, concluiu.
O episódio adiciona mais uma camada à disputa de narrativas em torno do 7 de setembro de 2025, marcado por discursos religiosos, políticos e pedidos de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro.



