Uma nova pesquisa internacional revelou uma realidade alarmante: cerca de 100 milhões de cristãos em todo o mundo vivem sem acesso à Bíblia. O relatório, divulgado pela Iniciativa de Acesso à Bíblia (BAL), analisou dados de 88 países e mostrou que em quase três dezenas deles, as Escrituras são proibidas, censuradas ou simplesmente inacessíveis.
De acordo com o estudo, países como Somália, Afeganistão, Iêmen e Coreia do Norte figuram no topo da lista das nações onde possuir uma Bíblia pode significar perseguição, prisão — ou até a morte.
Na Somália, o acesso é considerado “extremamente restrito”. A lei baseada na Sharia torna ilegal imprimir, importar ou distribuir o livro sagrado dos cristãos. Além das restrições religiosas, a miséria extrema do país agrava o cenário. “A pobreza e o medo caminham juntos na Somália. Muitos nunca viram uma Bíblia, nem em papel nem digitalmente”, diz o relatório.
No Afeganistão, dominado pelo Talibã desde 2021, a situação é igualmente sombria. Levar uma Bíblia no celular pode ser suficiente para ser preso. “Menos de um terço dos cristãos afegãos têm acesso às Escrituras”, destacam os pesquisadores.
Já na Coreia do Norte, o regime de Kim Jong-un trata a Bíblia como uma ameaça direta ao poder estatal. “O cristianismo é visto como um inimigo do regime”, afirma o documento.
Surpreendentemente, o relatório também inclui países de maioria cristã, como o Brasil, que aparece na 88ª posição. Apesar da liberdade religiosa, o estudo aponta que a pobreza e os altos custos de impressão dificultam o acesso em comunidades mais carentes.
O levantamento foi produzido em parceria com organizações como Portas Abertas, Bible League International, Biblica e OneHope, reforçando que, mesmo em pleno 2025, a “fome espiritual” ainda é uma realidade global.



