Silas Malafaia critica líderes evangélicos que se reuniram com Lula: “Verdadeiro cristão não apoia”

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Imagem Reprodução: Redes Sociais

O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, voltou a causar polêmica ao afirmar em vídeo que “um verdadeiro cristão não apoia Lula”. A publicação, feita na sexta-feira (28), veio um dia após o bispo Samuel Ferreira, presidente da Assembleia de Deus no Brás (AD Brás), ter se reunido com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto.

Embora não tenha citado diretamente o encontro, Malafaia criticou duramente a aproximação de líderes evangélicos com o governo federal. “Um verdadeiro cristão não apoia quem defende valores contrários à Palavra de Deus. Não é sobre política partidária, mas sobre princípios inegociáveis”, afirmou.

A reunião em Brasília contou com a presença de diversas lideranças religiosas e teve como pauta oficial o fortalecimento de políticas públicas voltadas a comunidades evangélicas. No entanto, o gesto foi interpretado por parte do segmento como um movimento de reaproximação entre o governo petista e igrejas históricas, algo que dividiu opiniões dentro do meio cristão.

Malafaia, conhecido por seu apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, reforçou que “não é possível conciliar luz com trevas” e alertou sobre o risco de “usar a fé para fins ideológicos”. Segundo ele, a Igreja deve permanecer fiel “às Escrituras, acima de qualquer governo ou poder humano”.

De outro lado, lideranças como Samuel Ferreira defendem o diálogo institucional como forma de garantir representatividade e acesso a programas sociais. O bispo é filho do veterano Manoel Ferreira, que também manteve laços políticos com gestões petistas anteriores, incluindo o apoio à então presidente Dilma Rousseff.

A fala de Malafaia rapidamente viralizou, ultrapassando milhões de visualizações nas redes sociais. O episódio reforça a polarização dentro do movimento evangélico brasileiro, onde parte das lideranças busca uma postura de diálogo com o governo, enquanto outra mantém alinhamento firme com a direita conservadora e a agenda bolsonarista.

O debate sobre os limites entre fé e política segue como um dos temas mais sensíveis e estratégicos para 2026 tanto nos púlpitos quanto nas urnas.

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