Em uma tragédia chocante, o padre Alexsandro da Silva Lima, de 44 anos e pároco da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Douradina (MS), foi encontrado morto no sábado (15), após desaparecer na sexta-feira (14). Segundo a Polícia Civil do Mato Grosso do Sul, o crime foi planejado por jovens que não só queriam roubar o carro dele um Jeep Renegade, mas também transformar a residência do religioso em palco de festas e reuniões com amigos.
As investigações apontam que o padre foi assassinado dentro de sua própria casa, atingido por golpes de martelo na cabeça e facadas no pescoço, segundo relatos da perícia. O corpo foi encontrado enrolado em um tapete, abandonado numa área de mata na zona rural de Dourados.
Os criminosos não agiram por impulso: a Polícia Civil investiga o caso como latrocínio (roubo seguido de morte). Um dos detidos confessou o assassinato e disse que tudo começou com a ideia de levar o Renegade até o Paraguai estimando a venda do veículo por cerca de R$ 40 mil.
Mas havia mais por trás do plano. Segundo depoimentos, os autores do crime queriam manter a casa do padre por tempo suficiente para “promover eventos” com amigos, como festas ou encontros. Além disso, foram roubados caixa registradora de objetos pessoais: dinheiro, joias, celular, e até itens domésticos todas evidências reforçam a brutalidade e a frieza do crime.
Dois homens já foram presos pelo Setor de Investigações Gerais (SIG), flagrados conduzindo o carro do padre durante a madrugada. Com eles, a polícia apreendeu o martelo, a faca e objetos pessoais da vítima. Um dos suspeitos admitiu ter dado os golpes sob efeito de bebida alcoólica, enquanto o outro afirmou que apenas ajudou a esconder o corpo.
A notícia arrasou a comunidade católica da região. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nota de pesar, destacando o impacto da perda de um pároco tão ativo em missões sociais.



