O ator Guilherme Berenguer, bastante conhecido por seu trabalho na televisão brasileira, revelou que seu retorno às novelas não foi por acaso foi, segundo ele, uma resposta direta a uma oração. Durante uma entrevista ao 23.6 Podcast, ele contou que havia pedido a Deus por uma nova oportunidade artística, mas tinha um desejo claro: não topar qualquer papel.
“Eu tinha conversado com Deus … ‘Deus, eu quero, eu preciso colocar minha arte em prática de novo, mas eu não quero fazer qualquer personagem.’ Eu tinha mandado essa letra para Deus”, disse ele. Pouco tempo depois, veio o contato da Record: uma proposta para protagonizar a minissérie bíblica “A Vida de Jó”, com 20 episódios. A resposta? Um sim imediato, sem hesitar.
Esse retorno marca o fim de mais de uma década longe da dramaturgia brasileira Berenguer morava nos Estados Unidos, focado em família, empreendedorismo e projetos pessoal. Na minissérie, escrita por Cristiane Cardoso e dirigida por Alexandre Avancini, ele interpreta Jó em sua fase adulta, enquanto Enzo Krieger assume o personagem jovem.
Durante as gravações, Berenguer confessou que enfrentou desafios intensos: cenas dramáticas, emocionalmente pesadas, momentos em que seu personagem dialoga diretamente com Deus ou lida com sofrimento profundo. Em um episódio especial, inclusive, ele precisou gravar com cabo de aço e fundo verde para simular passagens de fantasia ou visão espiritual uma preparação física e mental que exigiu mais dele do que muitas de suas produções anteriores.
Para Berenguer, interpretar Jó representou mais do que uma volta à atuação: foi um caminho de restauração. Ele disse que mergulhar nessa história bíblica, tão repleta de dor, fé e superação, o transformou. “Tudo que vivenciei como Jó, também levo para a minha vida”, afirmou em entrevista ao site oficial da Record ao fim das gravações.
A estreia de “A Vida de Jó” está prevista para agosto de 2025 na plataforma Univer Vídeo, e depois será exibida na Record, seguindo o formato de outras produções bíblicas da emissora. Berenguer destacou que sua missão como artista cristão sempre foi plantar sementes de fé e esperança por meio da arte: devolver ao público algo que transcenda o entretenimento comum.
Sua experiência na minissérie também o fez refletir sobre o poder da fé na própria vida: ele encarou o papel não apenas como trabalho, mas como uma forma de honrar sua caminhada cristã e passar uma mensagem para sua família e para o público. Emocionado, disse que sair da produção é “despedir-se com um propósito”: deixar um legado de fé, princípios e uma história que inspira resiliência.



