O pastor Silas Malafaia voltou a movimentar o cenário político à direita ao publicar, nesta quinta-feira (10), um vídeo em que afirma que o ex-presidente Jair Bolsonaro deu aval à proposta de redução das penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro. Segundo ele, a orientação seria uma estratégia diante da falta de votos no Senado para aprovar uma anistia ampla neste momento.
Malafaia afirma ter conversado diretamente com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), que teriam confirmado que Bolsonaro optou, por ora, pela redução de penas como etapa inicial de um processo mais longo.
“É isso que Bolsonaro quis”, assegurou o pastor. E completou com a convicção política que costuma caracterizá-lo:
“Primeiro a redução de pena, mais tarde, no momento certo, anistia geral.”
No vídeo, Malafaia também enaltece o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder da bancada do PL na Câmara, chamando-o de “gigante” e “macho” por, segundo ele, ter enfrentado a questão e articulado a aprovação da medida um elogio que reforça o tom emocional e combativo de seu discurso.
Logo no início da gravação, o pastor dispara contra a esquerda e compara os ataques às sedes dos Três Poderes à Lei da Anistia de 1979. Para Malafaia, setores progressistas teriam “protagonizado episódios mais graves” em anos anteriores, citando protestos de 2006, 2014 e 2017 embora sem apresentar dados que sustentem as comparações.
O pastor vai além e chama as condenações dos envolvidos no 8 de janeiro de “a maior farsa política da história do Brasil”.
Segundo ele, o episódio teria sido transformado em uma narrativa de “golpe” para perseguir Bolsonaro e tirá-lo do jogo político.
“Não teve um policial ferido, um manifestante ferido no dia 8”, afirmou contrariando relatórios oficiais e registros amplamente documentados pela imprensa e pelos próprios órgãos de segurança.



