Rio inaugura primeiro batistério público em praça histórica no Jardim do Méier

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Marcos de Paula/Prefeitura do Rio

O Rio de Janeiro vive um momento que muitos fiéis poderão chamar de histórico: foi inaugurado no último sábado (13) o primeiro batistério público da cidade, localizado na tradicional Praça Jardim do Méier, na Zona Norte carioca um símbolo visível da religião ganhando espaço além dos templos.

O batistério, construído pela Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos (Seconserva), foi projetado para ser um espaço permanente de cerimônias de batismo por imersão, uma prática central para muitas igrejas cristãs, especialmente evangélicas. A estrutura conta com uma cascata de água e uma Bíblia cenográfica como elemento ornamental marcas simbólicas que misturam arte pública e religiosidade.

A inauguração aconteceu às 11h no coreto da praça, um espaço histórico que já foi palco de momentos importantes para a fé cristã no Rio como o primeiro culto da Igreja Universal realizado ali há quase cinco décadas. O evento contou com a presença do prefeito Eduardo Paes, do secretário de Conservação Diego Vaz e lideranças religiosas da cidade. A cerimônia foi marcada pelo clima de celebração e pela presença de centenas de moradores e fiéis.

Segundo a prefeitura, o batistério ficará aberto diariamente das 6h às 19h, acompanhando o horário de funcionamento do Jardim do Méier. A manutenção ficará sob responsabilidade da Gerência de Chafarizes e Monumentos da Seconserva, que também realizou melhorias no entorno para ampliar o uso do espaço como área de convivência e lazer.

Para muitos, a iniciativa representa uma resposta às mudanças demográficas e sociais que o Brasil vive. Dados recentes do IBGE mostram que a presença evangélica no país continua a crescer: no último Censo Demográfico, os evangélicos já somavam quase 27% da população brasileira, um salto significativo em relação às décadas anteriores. No Estado do Rio de Janeiro, essa presença também é marcante cerca de 25% dos moradores se identificam como evangélicos.

O batistério público segue uma tendência que já havia sido observada em outras partes do país. Em Macapá (AP), por exemplo, um batistério público às margens do Rio Amazonas, inaugurado em 2024, já realizou batismos em massa durante eventos como o Dia do Evangélico, reunindo centenas de novos convertidos.

A instalação de um batistério em praça pública não é apenas um ato arquitetônico ou urbanístico: é um gesto político e cultural que diz muito sobre a relação entre fé, espaço público e identidade comunitária. Para os que celebram, é a materialização de uma cidade que reconhece e acolhe a religiosidade de seus moradores. Para outros, pode representar uma provocação em um espaço que, até então, era visto apenas como área de lazer e convivência.

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