André Valadão reage à CPI do INSS, diz não temer investigação e fala em ataque à igreja

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Imagem Reprodução: Redes Sociais

O pastor André Valadão, líder da Lagoinha Global, decidiu se pronunciar publicamente sobre os requerimentos de quebra de sigilo e de convocação para depoimento aprovados no âmbito da CPI do INSS, que investiga um suposto esquema bilionário de fraudes no sistema previdenciário brasileiro. Em um vídeo publicado no Instagram, o religioso respondeu diretamente a questionamentos de seguidores e afirmou que encara a situação sem receio.

Segundo Valadão, a iniciativa parlamentar não deve ser interpretada apenas como um movimento contra sua liderança pessoal, mas como um ataque mais amplo à própria instituição religiosa. Para ele, a Lagoinha é alvo por sua relevância social e por sua atuação pública. “Não temos medo. Não vamos recuar nem ficar calados diante de tudo o que está acontecendo”, afirmou, em tom firme.

O pastor também atribuiu o requerimento a um deputado federal filiado ao PT, a quem se referiu como “esquerdista”. De acordo com Valadão, esse mesmo parlamentar já teria feito acusações consideradas infundadas contra sua família em outras ocasiões. Na avaliação do líder religioso, a motivação por trás da medida seria ideológica, e não baseada em fatos concretos.

Em sua manifestação, Valadão reforçou que a igreja pretende colaborar e responder de forma aberta. “Vamos responder com transparência, para que as pessoas voltem a respeitar a igreja e os milhares de trabalhadores que se dedicam dia e noite”, escreveu. Ele também criticou o que chamou de disseminação de fake news e alertou seus seguidores para não aceitarem narrativas que, segundo ele, buscam destruir a reputação de instituições religiosas que se posicionam contra determinadas agendas políticas.

A fala ocorre poucos dias após a Lagoinha Global divulgar uma nota oficial, em 15 de janeiro, negando qualquer vínculo com a Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, e com a própria CPI do INSS. O comunicado foi divulgado depois que o nome da igreja passou a ser citado em meio a investigações em andamento, gerando especulações nas redes sociais e em setores da imprensa.

Na nota, a instituição esclareceu ainda a situação de Fabiano Zettel, citado em reportagens relacionadas às apurações. Segundo a Lagoinha, ele foi desligado de todas as atividades ministeriais e não mantém qualquer função de liderança ou representação desde novembro de 2025. A igreja frisou que não há vínculo institucional ou pastoral em vigor.

O episódio evidencia como a CPI do INSS extrapolou o campo técnico das investigações previdenciárias e passou a gerar reflexos diretos no debate público envolvendo igrejas, política e reputação institucional. Para Valadão, o momento exige reação firme e comunicação direta com os fiéis. Para críticos, o caso reforça a necessidade de transparência total sempre que instituições religiosas se veem associadas a temas sensíveis envolvendo recursos, poder e influência política.

Veja declaração completa: https://www.instagram.com/reels/DTyKOrhkVV3/

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