Silas Malafaia responde críticas ao The Send e nega viés político no evento

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Imagem Reprodução Youtube

O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (Advec), usou suas redes sociais para responder às críticas direcionadas ao The Send, evento evangélico realizado no sábado, 31 de agosto, de forma simultânea em cinco grandes estádios brasileiros. O encontro, marcado por longas horas de louvor, oração e mensagens bíblicas, reuniu uma estimativa superior a 250 mil pessoas em diferentes regiões do país e se tornou alvo de debates nas redes sociais logo após seu encerramento.

No vídeo, Malafaia adotou um tom firme ao afirmar que o The Send teve caráter exclusivamente espiritual, rejeitando acusações de motivação política, promoção pessoal ou interesse financeiro. Segundo o pastor, parte das críticas parte de pessoas que buscam engajamento digital. “Redes sociais não constroem história de ninguém”, afirmou, em referência ao que classificou como ataques oportunistas.

Um dos principais questionamentos levantados por críticos dizia respeito a um suposto enriquecimento de líderes religiosos com a realização do evento. Sobre isso, Malafaia foi direto: afirmou que não houve qualquer tipo de patrocínio público e que os valores arrecadados com ingressos e ofertas não foram suficientes para cobrir todos os custos do The Send. Segundo ele, o evento exigiu investimentos altos em estrutura, logística e segurança, o que afastaria qualquer possibilidade de lucro.

O pastor também fez questão de esclarecer que nenhum pregador ou cantor convidado recebeu cachê para participar do encontro. Ele destacou ainda que arcou pessoalmente com seus próprios deslocamentos, incluindo viagens entre sua residência e os estádios de Recife (PE) e Belo Horizonte (MG), onde esteve presente ministrando mensagens.

Outro ponto abordado foi a acusação de que o The Send teria servido como plataforma política disfarçada. Malafaia contestou essa leitura e questionou o que considera uma tentativa de censura ao discurso religioso. “Quer dizer que falar a verdade é falar de política? Dizer que o cristianismo é a mais importante tradição do mundo ocidental é política, não é verdade?”, argumentou.

A fala revela uma tensão recorrente no debate público brasileiro: até que ponto manifestações religiosas de grande escala são automaticamente associadas à política, mesmo quando não há menções diretas a partidos ou eleições. Para Malafaia, esse tipo de crítica reflete mais um incômodo ideológico do que uma análise objetiva do evento.

Encerrando o vídeo, o pastor recorreu a um princípio bíblico atribuído a Gamaliel, figura citada no livro de Atos dos Apóstolos, para responder aos críticos: “Se essa obra é de Deus, ela permanece. Se não é, ela acaba”. A frase resume a postura adotada por Malafaia diante da controvérsia confiança de que o impacto do The Send será medido pelo tempo, e não pelo barulho das redes.

O episódio reforça como eventos religiosos de grande alcance continuam ocupando um espaço sensível no debate nacional, frequentemente interpretados à luz da polarização política, mesmo quando seus organizadores insistem em um propósito espiritual.

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