Feliciano pede que Flávio Bolsonaro fortaleça diálogo com evangélicos em meio a ruídos no PL

0
14
Imagem Reprodução

Durante reunião da bancada do Partido Liberal realizada na quarta-feira (25/2), o deputado federal Marco Feliciano fez um apelo direto ao senador Flávio Bolsonaro, apontado como pré-candidato da legenda à Presidência da República.

Segundo relatos de parlamentares presentes, Feliciano pediu que o filho “01” do ex-presidente mantenha diálogo constante com lideranças evangélicas, evitando qualquer distanciamento de um dos principais pilares eleitorais do bolsonarismo.

Em sua fala, o deputado lembrou que, embora a maioria do eleitorado evangélico tenha apoiado Jair Bolsonaro em 2022, cerca de 30% desse segmento votou em Luiz Inácio Lula da Silva. Para Feliciano, o dado serve de alerta: o apoio não é automático e precisa ser cultivado politicamente.

O movimento ocorre em meio a críticas públicas do pastor Silas Malafaia, que tem questionado a viabilidade da pré-candidatura de Flávio e defendido que o nome mais competitivo da direita seria o do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

Embora Feliciano não tenha citado Malafaia nominalmente durante a reunião, integrantes do PL interpretaram a fala como um recado indireto para que Flávio busque recompor pontes, especialmente com lideranças influentes do segmento evangélico.

Segundo relatos, a intervenção do deputado foi bem recebida e terminou com aplausos. Flávio, por sua vez, teria sinalizado concordância com a necessidade de fortalecer a interlocução com a bancada e com o público religioso.

O pano de fundo da movimentação é duplo. De um lado, a disputa antecipada pelo protagonismo na direita para 2026. De outro, o peso estratégico do eleitorado evangélico, que segue como um dos grupos mais organizados e disputados da política nacional.

Vale lembrar que Feliciano também tem seus próprios planos: o deputado tenta viabilizar sua candidatura ao Senado por São Paulo. Em 2022, ele buscou a vaga, mas acabou preterido dentro do próprio grupo político, após decisão de Bolsonaro.

Nos bastidores, a leitura é clara: manter o apoio evangélico não é apenas questão ideológica é cálculo eleitoral. E, nesse tabuleiro, cada gesto conta.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here