O pastor Silas Malafaia voltou a fazer críticas contundentes ao Supremo Tribunal Federal em entrevista concedida nesta segunda-feira (2/3) ao portal Contexto Metrópoles. Na conversa, o líder religioso defendeu que os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli deveriam ser afastados imediatamente até que as investigações envolvendo o caso Banco Master sejam concluídas.
“Na minha visão, tanto Moraes quanto Dias Toffoli tinham de ser afastados imediatamente até a conclusão dessas denúncias gravíssimas que nós estamos assistindo”, declarou Malafaia, sem citar fundamentos jurídicos para o pedido.
O pastor atacou diretamente o ministro Alexandre de Moraes, acusando-o de promover uma “vergonhosa intromissão” ao conduzir o chamado inquérito das fake news. Segundo Malafaia, a investigação teria sido utilizada para “intimidar autores da Receita Federal”, mencionando decisões que levaram ao afastamento de servidores e à imposição de tornozeleiras eletrônicas.
O inquérito, aberto em 2019, vem sofrendo sucessivas prorrogações e ganhou novos desdobramentos recentemente, em especial após Moraes determinar a apuração de um suposto vazamento de dados da Receita Federal envolvendo autoridades e familiares. A investigação tem sido alvo de críticas tanto na seara política quanto jurídica, por sua amplitude e duração.
Malafaia também direcionou críticas ao presidente do Davi Alcolumbre, acusando-o de obstruir a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar o caso Banco Master. O pastor afirmou que Alcolumbre estaria “sentando em cima de tudo” e que a falta de convocações tem como motivação interesses políticos ligados a “apadrinhados dele lá no Amapá”.
“Por que até hoje o Alcolumbre não convocou o Congresso Nacional? Na hora que ele convocar, é obrigado a convocar a CPI do Banco Master. É por isso que ele não convocou. Por que? Porque os apadrinhados dele lá no Amapá compraram R$ 400 milhões de títulos podres. Ele está nessa brincadeira”, disparou Malafaia, sem apresentar provas documentais das acusações.
As declarações do pastor entram em um contexto de crescente debate sobre os limites entre críticas políticas, liberdade de expressão e respeito às instituições democráticas. Algumas vozes no meio jurídico e político veem a fala de Malafaia como mais um episódio da polarização que já se estende pelo Brasil, enquanto defensores de seu posicionamento consideram suas críticas legítimas diante de investigações de grande repercussão.
Até o momento, nem o STF nem o presidente do Senado se manifestaram oficialmente sobre as declarações.



