O pastor Anderson Silva voltou ao centro de uma controvérsia após um novo desdobramento judicial envolvendo projetos sociais ligados ao seu nome. Uma moradora do Distrito Federal entrou com uma ação na Justiça acusando o líder religioso e o instituto que ele dirige de utilizarem a imagem de seu filho autista para arrecadar recursos sem que a família tivesse recebido qualquer repasse financeiro.
Segundo a denúncia, o menino, diagnosticado com autismo nível três de suporte considerado o grau mais severo da condição teria sido apresentado em campanhas de arrecadação promovidas pelo projeto social do pastor.
A mãe afirma que a imagem da criança foi usada para sensibilizar o público e levantar doações que, segundo ela, teriam alcançado valores milionários. De acordo com o processo, entretanto, os recursos nunca teriam sido destinados à família.
Anderson Silva é criador do projeto A Casa do John John, uma das iniciativas sociais vinculadas ao Instituto Família Silva, organização que anteriormente era conhecida como Machonaria Confraria Nacional de Homens.
O projeto tem como proposta oferecer apoio a mães atípicas termo utilizado para se referir a mulheres que cuidam de crianças com deficiência ou necessidades especiais especialmente aquelas que têm filhos diagnosticados com transtorno do espectro autista.
Por meio de serviços voluntários, a iniciativa afirma prestar suporte social, psicológico e prático a famílias que enfrentam desafios relacionados ao cuidado de crianças e adolescentes autistas.
Criada há cerca de seis anos, a organização afirma já ter prestado atendimento gratuito a mais de 300 famílias, segundo informações divulgadas pelo próprio projeto.
Apesar disso, o caso ganhou repercussão após denúncias feitas em 2025 sobre um suposto desvio de aproximadamente R$ 500 mil em projetos sociais ligados ao grupo.
A nova ação judicial acrescenta outro capítulo à controvérsia, agora envolvendo a acusação de uso indevido da imagem de uma criança autista em campanhas de arrecadação.
Até o momento, o caso segue em análise pela Justiça, e os envolvidos poderão apresentar suas versões no decorrer do processo.



