Andressa Urach assume iniciação na Kimbanda e reacende debate sobre fé, espiritualidade e contradições públicas

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Imagem Reprodução: Redes Sociais

A influenciadora Andressa Urach voltou ao centro das atenções após compartilhar sua participação em um ritual de iniciação na Kimbanda, realizado em Porto Alegre. A cerimônia, conduzida pelo sacerdote conhecido como Bruxo Malagueta, marca uma nova fase espiritual na trajetória pública da ex-modelo.

Segundo relatos divulgados pela própria influenciadora, o processo envolveu etapas tradicionais da religião, como banhos espirituais e a preparação do chamado “assentamento” estrutura simbólica que representa a conexão entre o praticante e a entidade cultuada. No caso de Urach, a ligação foi estabelecida com a Pombagira.

“Eu fiz o assentamento da minha Pombagira Cigana das Almas”, declarou em suas redes sociais, indicando a formalização de sua iniciação dentro da prática religiosa.

Em suas publicações, Urach afirmou estar em paz com a decisão e destacou que tem buscado compreender melhor o universo espiritual fora da tradição cristã. A influenciadora também rebateu críticas, afirmando que muitas interpretações negativas sobre entidades cultuadas em religiões afro-brasileiras são baseadas em desconhecimento.

A declaração, no entanto, gerou forte repercussão especialmente entre seguidores cristãos, que passaram a confrontar suas falas com ensinamentos bíblicos. Trechos dos Evangelho de Mateus e do Evangelho de Lucas foram amplamente citados nos comentários, refletindo a tensão entre diferentes visões religiosas.

O sacerdote responsável pela cerimônia explicou que o assentamento representa a consolidação da iniciação. Segundo ele, Urach passou por todos os preceitos necessários e agora é considerada iniciada dentro da Kimbanda.

De acordo com a tradição, isso simboliza um vínculo espiritual mais profundo com a entidade cultuada, além de marcar o início de uma nova etapa dentro da prática religiosa.

Apesar das críticas, a influenciadora defendeu o respeito às diferentes crenças. Em suas redes, destacou que discordar faz parte do debate público, mas que a intolerância religiosa ultrapassa os limites da liberdade de opinião.

O episódio reacende uma discussão recorrente no Brasil: o choque entre diferentes tradições de fé e a dificuldade de convivência entre visões religiosas distintas especialmente quando figuras públicas expõem suas escolhas espirituais.

A nova declaração também chamou atenção por contrastar com posicionamentos anteriores da própria Urach. Em momentos recentes, ela havia afirmado não possuir ligação com entidades espirituais, reforçando sua fé cristã.

Essa mudança de discurso alimentou ainda mais o debate nas redes sociais, dividindo opiniões entre apoio, críticas e questionamentos sobre sua trajetória espiritual.

No fim, o caso evidencia como escolhas religiosas, quando feitas sob os holofotes, deixam de ser apenas pessoais e passam a ocupar o centro de discussões públicas envolvendo fé, identidade e liberdade de crença.

Assista ao vídeo completo: https://www.instagram.com/p/DWCOgpggohN/

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