Bispo Bruno Leonardo proíbe homens em atividades com crianças e impõe novas regras de segurança nas igrejas

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Imagem Reprodução: Redes Sociais

O bispo Bruno Leonardo, líder da Igreja Batista Avivamento Mundial, anunciou um pacote rigoroso de medidas voltadas à proteção de crianças dentro das igrejas da denominação e a principal delas já está gerando debate: a proibição total de homens nas atividades de cuidado direto com menores.

Em comunicado oficial direcionado aos pastores, o líder determinou que as chamadas “escolinhas” infantis passem a ser formadas exclusivamente por mulheres. A restrição inclui também jovens do sexo masculino, independentemente da função exercida.

Além da limitação de gênero, o bispo estabeleceu a obrigatoriedade da apresentação de certidões de antecedentes criminais para todas as colaboradoras que atuam com crianças. A medida, segundo ele, busca impedir que pessoas com histórico problemático tenham acesso a menores dentro do ambiente religioso.

Outro ponto central do pacote é a exigência de instalação de câmeras de monitoramento em todas as salas destinadas ao ministério infantil. A vigilância contínua, de acordo com Bruno Leonardo, é uma forma de prevenir abusos e proteger tanto as crianças quanto a própria instituição.

“As coisas estão acontecendo e nós temos que vigiar”, afirmou o líder, ao justificar o endurecimento das regras.

A decisão surge em meio ao aumento das discussões sobre segurança, compliance e transparência dentro de organizações religiosas no Brasil. Casos recentes envolvendo denúncias em ambientes religiosos têm pressionado lideranças a adotarem protocolos mais rígidos.

Por outro lado, a medida também levanta questionamentos principalmente sobre a exclusão total de homens de funções pedagógicas e de cuidado, o que pode ser interpretado por críticos como uma generalização.

Ao cobrar posicionamento de outros líderes, Bruno Leonardo sinaliza um modelo mais preventivo e rígido de gestão eclesiástica, priorizando a proteção da infância como eixo central.

A iniciativa reforça uma tendência crescente: igrejas passando a adotar práticas mais próximas de protocolos institucionais formais, semelhantes aos exigidos em escolas, ONGs e outras organizações que lidam com menores.

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