ADVEC entra em colapso judicial e dívida milionária coloca Silas Malafaia na mira da Justiça do Paraná

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Imagem Reprodução Youtube

A Assembleia de Deus Vitória em Cristo, uma das igrejas evangélicas mais conhecidas do país, entrou no centro de uma disputa judicial milionária no Paraná. O processo, que tramita na 2ª Vara Cível de Curitiba, envolve uma cobrança superior a R$ 1,4 milhão relacionada à locação de imóvel e tem como devedora principal a instituição religiosa liderada pelo pastor Silas Malafaia.

Além da igreja, o próprio Malafaia e sua esposa, Elizete Santos Malafaia, aparecem no processo como fiadores do contrato que originou a ação de execução.

A movimentação mais recente da Justiça chamou atenção por determinar a instauração de um chamado “concurso singular de credores” mecanismo jurídico utilizado quando diferentes empresas ou pessoas disputam o recebimento de valores ligados ao mesmo processo.

Na prática, o Judiciário deverá organizar uma espécie de fila entre os credores para definir quem terá prioridade caso haja recuperação de recursos por meio de bloqueios, penhoras ou venda de bens.

O caso expõe um cenário financeiro mais delicado do que normalmente aparece publicamente envolvendo grandes instituições religiosas. Segundo os autos, vários interessados já apresentaram pedidos de habilitação de crédito e solicitações de penhora dentro da execução.

Entre os credores citados estão a COPEL Distribuição, a Geralux Eletro Energia Solar, a Gongra Comércio de Veículos e o empresário Jean Marcus Pimentel.

A decisão judicial também aponta que atos de execução e expropriação de bens chegaram a ser iniciados contra a ADVEC, indicando que a cobrança já avançou para fases mais severas do processo.

Por outro lado, a situação envolvendo os fiadores ainda apresenta incertezas jurídicas. Segundo a magistrada responsável pelo caso, houve problemas nas tentativas de citação de Silas e Elizete Malafaia. Parte das notificações teria sido recebida por terceiros sem ligação formal com a ação, enquanto outras sequer teriam sido efetivamente entregues.

Diante disso, a Justiça determinou que a empresa autora da cobrança esclareça se pretende continuar a execução contra os fiadores ou se a cobrança contra eles pode ter sido atingida por prescrição.

O valor atribuído oficialmente ao processo é de R$ 1.491.123,38.

A repercussão do caso ocorre em um momento em que grandes igrejas evangélicas passaram a enfrentar crescente escrutínio público sobre questões administrativas, financeiras e patrimoniais. Nos últimos anos, disputas judiciais envolvendo imóveis, contratos e cobranças milionárias deixaram de ser raridade dentro do universo religioso brasileiro.

No caso da ADVEC, a exposição ganha ainda mais impacto porque a igreja está diretamente associada à figura de Silas Malafaia, um dos líderes evangélicos mais influentes e politicamente ativos do país. O pastor costuma ocupar espaço frequente no debate público, especialmente em temas ligados à política, conservadorismo e liberdade religiosa.

Até o momento, não há decisão definitiva sobre pagamento da dívida ou responsabilização dos fiadores. O processo segue em andamento na Justiça paranaense.

Nos bastidores jurídicos, a expectativa agora gira em torno da organização do concurso de credores e da definição sobre quais valores eventualmente poderão ser recuperados ao longo da execução.

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