Marcha para Jesus em São Paulo reúne líderes e bandeiras de Israel em ato com forte simbolismo político e religioso

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Imagem Reprodução AFP or licensors

Na manhã desta quinta-feira (19), milhares de pessoas tomaram as ruas de São Paulo para a 33ª edição da Marcha para Jesus — um dos maiores eventos evangélicos do país. O trio elétrico que puxava a multidão contou com a presença de figuras políticas e judiciais de destaque, como o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), o governador do estado, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça.

O que mais chamou atenção entre os participantes foram as inúmeras bandeiras de Israel agitadas pelo público. Para muitos evangélicos, o Estado de Israel tem um significado que ultrapassa a política internacional: está ligado a uma interpretação do Velho Testamento que vê o renascimento do país como parte essencial do retorno de Jesus à Terra e do Juízo Final. Essa crença fortalece o apoio religioso e simbólico ao país, sobretudo em meio ao atual contexto de conflito entre Israel, Irã e grupos como o Hamas na Faixa de Gaza.

Em cima do trio elétrico, Tarcísio de Freitas, que é um dos nomes mais comentados para a corrida presidencial de 2026, posou para fotos com a bandeira israelense ao lado do presidente da Confederação Israelita Brasileira, Cláudio Lottenberg — gesto que reforça a proximidade do governador com o eleitorado evangélico e sua aposta na simbologia israelense para fortalecer sua base.

O evento é liderado pelo apóstolo Estevam Hernandes, fundador da Igreja Renascer em Cristo e criador da Marcha para Jesus. Na abertura oficial, pouco depois das 10h, Hernandes, Tarcísio, Nunes e Mendonça entoaram juntos o famoso louvor “1.000 Graus”, e o ministro do STF ainda fez uma oração, misturando fé e poder público em uma demonstração clara da influência crescente do segmento evangélico no cenário político e social brasileiro.

A Marcha para Jesus, tradicionalmente realizada no feriado de Corpus Christi, segue consolidando-se como um espaço de convergência entre religião, cultura e política, em um momento em que esses campos se entrelaçam mais do que nunca.

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