O pastor Silas Malafaia, figura central do evangelicalismo brasileiro e líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), foi o convidado do centésimo episódio do podcast PodCrê. Como já era esperado, a entrevista não fugiu de temas espinhosos e foi marcada por declarações afiadas sobre religião, política, mídia e liberdade de expressão — incluindo uma velha conhecida do público: a rixa com o influenciador Felipe Neto.
Questionado sobre quem ele gostaria de encontrar frente a frente para um diálogo direto, Malafaia não titubeou. “Gostaria de olhar nos olhos dele”, disse, referindo-se a Neto. “Só nos cruzamos no tribunal. Foi rápido, e ele teve que recuar. Mas quero ter uma conversa de verdade com quem pensa diferente de mim — e essa fila é grande”, completou, em tom provocador.
A origem do embate entre os dois remonta a 2017, quando Malafaia convocou um boicote à Disney após a exibição de um beijo gay em um desenho infantil. A atitude repercutiu fortemente nas redes sociais e foi duramente criticada por Felipe Neto, que chegou a acusar o pastor de explorar a fé para enriquecer. O caso foi parar na Justiça. Em 2019, o desfecho veio por meio de um acordo judicial: Neto recuou publicamente e admitiu que não tinha provas. “Não posso afirmar que ele enriquece às custas dos fiéis”, disse em vídeo.
Durante o podcast, Malafaia voltou a abordar o tema da liberdade de expressão — uma bandeira que carrega com convicção, especialmente quando se vê no centro de polêmicas por opiniões consideradas impopulares ou politicamente incorretas. “Querem silenciar quem pensa diferente. Mas eu não tenho medo de falar o que acredito. Meu compromisso é com princípios, e não com a aprovação pública”, afirmou.
A fala ecoa com força num momento em que o debate público no Brasil parece cada vez mais polarizado, especialmente entre influenciadores e figuras religiosas. Malafaia, que não esconde sua posição conservadora, segue sendo uma das vozes mais ativas — e controversas — do país.
Ao final do episódio, o pastor reforçou que continuará se posicionando, mesmo que isso lhe custe críticas ou processos. “O que eu penso não é negociável”, concluiu.



