Igreja Bola de Neve é atingida por megainvasão hacker que pode ter desviado mais de R$ 1 bilhão

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Imagem Canva Pro

A Igreja Bola de Neve, uma das mais conhecidas instituições evangélicas do Brasil, está entre os alvos indiretos de um dos maiores ataques cibernéticos da história do país, ocorrido na madrugada de segunda-feira (30). A ação comprometeu os sistemas da empresa C&M, que atua como intermediária entre bancos, empresas e o Banco Central, resultando no desvio de valores que podem ultrapassar R$ 1 bilhão, segundo estimativas preliminares.

Entre as organizações atingidas diretamente estão Banco Paulista, Credsystem, Banco BMP e o Banco Carrefour. No caso da Bola de Neve, os danos estão ligados à dependência tecnológica que a igreja mantém com a C&M, responsável por viabilizar pagamentos, doações, boletos e outros serviços financeiros internos. Fontes ligadas à empresa afirmam que as operações administrativas da igreja foram severamente comprometidas, embora os cultos e as transmissões online sigam ocorrendo normalmente.

Até o momento, a igreja não divulgou nota oficial. Nos bastidores, relatos dão conta de falhas em sistemas usados para gerir doações, pagamentos a fornecedores e integração contábil — pilares que sustentam a estrutura de uma instituição com atuação nacional e presença forte entre o público jovem cristão.

Bancos também enfrentaram prejuízos milionários

O caso mais grave envolve o Banco BMP, que confirmou o roubo de R$ 500 milhões, valor que representa mais da metade dos recursos desviados. O Banco Carrefour também teve sistemas invadidos, mas garantiu que nenhum prejuízo direto foi sofrido pelos clientes. Já o Banco Central adotou medidas emergenciais, suspendendo temporariamente três instituições do sistema Pix, a fim de evitar novos prejuízos e permitir rastreamento das transações suspeitas.

O ataque à C&M foi considerado altamente sofisticado. Especialistas apontam que a ação envolveu brechas de autenticação, o que permitiu aos criminosos acessar contas e realizar transferências em nome de empresas e entidades — entre elas, 29 empresas privadas já identificadas como beneficiárias das movimentações indevidas.

Igrejas como alvo colateral de vulnerabilidades financeiras

Embora não seja comum ver igrejas no centro de ataques cibernéticos, o caso da Bola de Neve acende um alerta para a dependência crescente do setor religioso de sistemas financeiros digitais, especialmente no que diz respeito a doações online, pagamentos automatizados e gestão administrativa via nuvem.

Como a C&M prestava serviços de backend bancário, a falha na segurança acabou afetando diretamente instituições que terceirizaram operações fundamentais. No caso da Bola de Neve, a confiabilidade dos sistemas de arrecadação e pagamentos foi abalada, ainda que o prejuízo financeiro direto não tenha sido confirmado.

Investigação segue em andamento

A Polícia Federal e o Banco Central seguem investigando a origem e a extensão do ataque. O cenário aponta para ações coordenadas com profundo conhecimento técnico, o que levanta suspeitas de envolvimento de grupos internacionais de cibercrime.

Enquanto isso, instituições como a Igreja Bola de Neve lidam com os reflexos operacionais do incidente, tentando reestabelecer a normalidade de suas atividades sem comprometer a rotina de fiéis e o sustento de suas estruturas espalhadas pelo Brasil. O caso também reacende o debate sobre segurança cibernética no meio religioso e a necessidade de protocolos mais rígidos de autenticação e controle em serviços terceirizados.

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