No The Send, Silas Malafaia desafia jovens a viverem o cristianismo além das igrejas

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Imagem Reprodução: Redes Sociais

Durante a segunda edição do The Send, realizada neste sábado (31) de forma simultânea em cinco estádios pelo Brasil, o pastor Silas Malafaia fez uma das mensagens mais comentadas do evento. Diante de uma multidão majoritariamente jovem, o líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC) apostou em um discurso direto, crítico e carregado de referências bíblicas e históricas, reforçando a ideia de que o cristianismo não pode ser limitado ao ambiente religioso institucional.

Desde o início da ministração, Malafaia deixou claro o tom: para ele, o Evangelho não é um conjunto de rituais, mas um estilo de vida que precisa se manifestar em todas as áreas da sociedade. Amparado em textos como Mateus 5:16, Filipenses 2:15 e Romanos 12:2, o pastor afirmou que o cristão é chamado a ser “luz” em meio a uma geração confusa, não apenas dentro das igrejas, mas principalmente nos espaços de convivência social, como escolas, universidades e ambientes de trabalho.

“O cristianismo não é religião. O cristianismo é o Reino de Deus na Terra, para ser vivido na vida pessoal, familiar, profissional e social”, afirmou, sob aplausos. A fala dialoga diretamente com o perfil do The Send, movimento internacional que tem como foco mobilizar jovens para o evangelismo e a atuação pública da fé.

Em um dos trechos mais densos da mensagem, Malafaia resgatou o papel histórico do cristianismo na formação da civilização ocidental. Segundo ele, valores hoje considerados universais — como direitos humanos, dignidade da mulher, proteção à infância, educação e valorização da família — têm raízes profundas na fé cristã. O pastor destacou ainda a Reforma Protestante como um marco decisivo para a transição do mundo medieval para o mundo moderno, associando o avanço científico e educacional à influência da fé.

O discurso também teve espaço para críticas ideológicas. Malafaia atacou regimes comunistas e o que chamou de “controle do pensamento pelo marxismo cultural”, citando países como Coreia do Norte, Cuba e a antiga Alemanha Oriental. Para ele, a promessa de liberdade desses sistemas contrasta com a repressão histórica observada nesses contextos.

Um dos alertas mais fortes foi direcionado ao ambiente universitário. O pastor afirmou que muitos jovens cristãos chegam às universidades sem uma fé sólida e acabam abandonando suas convicções ao primeiro confronto intelectual. “Que fé é essa que não resiste ao primeiro embate?”, questionou, usando o livro de Juízes como exemplo de uma geração que se perdeu por não ter experiência pessoal com Deus.

Ao final, Malafaia destacou três pilares que, segundo ele, sustentam uma fé madura: oração, Palavra e santidade. Rejeitando uma fé baseada apenas em eventos ou modismos gospel, reforçou que “Evangelho não é duas horas de culto, é prática diária”. Em tom mais descontraído, ironizou a ideia de um cristão invisível na sociedade, chamando-o de “007 gospel”.

Encerrando a mensagem, o pastor conduziu um momento de oração, declarando bênçãos e uma “nova estação” espiritual sobre a juventude. A fala sintetizou o espírito do evento: uma fé que não se esconde, não se limita ao templo e busca impactar o Brasil a partir da vida cotidiana.

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