Silas Malafaia reage à fala de Helena Raquel sobre violência doméstica e nega omissão das igrejas

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Imagem Reprodução: Redes Sociais

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A repercussão da pregação da pastora Helena Raquel durante o 41º Gideões Missionários da Última Hora continua movimentando o meio evangélico brasileiro. Desta vez, quem decidiu se posicionar foi o pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), que publicou um vídeo nas redes sociais criticando o que chamou de “generalizações” contra igrejas e pastores em casos de violência doméstica e abuso.

O debate ganhou força após Helena Raquel defender publicamente que mulheres vítimas de agressão, abuso psicológico e violência sexual denunciem seus agressores e não permaneçam em silêncio dentro das igrejas. A fala viralizou nas redes sociais e abriu uma discussão delicada sobre acolhimento pastoral, omissão institucional e o papel das lideranças religiosas diante desse tipo de situação.

Sem citar diretamente a pregadora em grande parte de sua manifestação, Malafaia afirmou que não aceita acusações coletivas contra o segmento evangélico.

“Que conversa fiada é essa de que nós na igreja evangélica estamos protegendo pedófilos ou homens que cometem violência contra as mulheres?”, declarou o pastor.

Segundo ele, existe atualmente uma tentativa de construir uma imagem negativa das igrejas perante a sociedade. Em tom duro, o líder da ADVEC criticou pesquisas e discursos que, segundo sua avaliação, tentam associar o ambiente evangélico à proteção de criminosos.

“Eu não aceito acusações genéricas contra a igreja e pastores, de pesquisa de esquerdopatas e gente que nos odeia”, afirmou.

Para sustentar seu posicionamento, Malafaia divulgou um trecho de uma reunião realizada com mais de mil obreiros da ADVEC, ocorrida em março deste ano. No vídeo, ele orienta pastores a denunciarem imediatamente casos de abuso infantil e violência doméstica às autoridades policiais.

“Não tenta botar pano quente nisso aí não”, disse o pastor ao comentar situações de abuso envolvendo crianças.

Ele também afirmou que mulheres vítimas de agressão devem procurar delegacias e denunciar formalmente os casos. A declaração foi interpretada por parte do público como uma tentativa de demonstrar que sua igreja não compactua com qualquer forma de encobrimento.

A discussão acontece em um momento especialmente sensível para o meio evangélico. Nos últimos meses, aumentaram os debates sobre violência doméstica entre mulheres cristãs após pesquisas apontarem altos índices de agressão dentro desse público. Um levantamento recente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública revelou que 42,7% das mulheres evangélicas entrevistadas relataram já ter sofrido violência doméstica ao longo da vida.

A fala de Helena Raquel também encontrou eco justamente por confrontar uma prática historicamente criticada por especialistas: o aconselhamento de vítimas a apenas “orar e suportar” situações abusivas dentro do casamento.

Durante sua pregação nos Gideões, a pastora afirmou que muitas mulheres ainda são desencorajadas a denunciar agressões para “evitar escândalos” nas igrejas. Ela incentivou vítimas a procurarem ajuda, registrarem boletins de ocorrência e buscarem locais seguros.

As declarações dividiram opiniões entre líderes evangélicos. Enquanto parte do público elogiou a coragem da pregadora por abordar um tema considerado tabu, outros criticaram o tom generalizado das falas, entendendo que elas poderiam transmitir a ideia de que igrejas encobrem sistematicamente crimes.

Malafaia também reforçou que casos de pedofilia, violência e abuso existem em diversos setores da sociedade, e não apenas em ambientes religiosos.

“Tá em tudo que é lugar. Jornalistas, membros do Judiciário, Legislativo, Executivo, pastores, padres e vai por aí afora”, afirmou.

Ao encerrar sua manifestação, o pastor citou uma frase da pastora Marinês Coimbra sobre confrontos e justiça dentro do Reino de Deus. Segundo ele, críticas precisam ser feitas “com fatos” e não por meio de “insinuações”.

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